Carreira

O líder para o século XXI: a revolução tecnológica pode fazer um líder desaparecer.

O líder para o século XXI: a revolução tecnológica pode fazer um líder desaparecer.

A convivência com as máquinas não é um problema para os seres humanos, nós aprendemos a incorporá-las em nosso cotidiano desde o início do século XX. No entanto, a nossa relação com as mesmas, tende a se tornar mais complexa no século XXI.

Estamos no “olho do furacão” da chamada “Revolução Pós-Industrial”, também conhecida como “Revolução 4,0” e “Era Cognitiva”, configurada pela acelerada combinação de novas tecnologias e o fluxo continuo de troca de informações. Novas máquinas, agora inteligentes, geram informações preciosas que mundo a visão do mundo. (ARBACHE & ARBACHE, 2016).

Watson é uma delas, o grande sistema de programação cognitiva da IBM tem a capacidade de aprender, entender emoções, interpretar imagens e gerar novas possiblidades para os negócios.

A onda de inovações trazidas pelas máquinas inteligentes, coloca tudo fora do lugar, ou melhor, cria novos lugares, novos modelos de pensamento. Por exemplo, por meio da conexão de bilhões de dispositivos inseridos em vestíveis, objetos e até alimentos, dados são captados e analisados, gerando novos modelos de negócios, produtos e serviços, a chamada “internet das coisas ou IOT”, pode mudar o comportamento no mundo dos negócios (levando a criação de novos produtos alinhados ao perfil do cliente, a contratação da pessoa certa para a vaga certa, entre outras possiblidades)  e da vida privada de uma pessoa (um dispositivo que quantifica os passos que você anda por dia, pode leva-lo a fazer mais exercícios físicos e ajudar na manutenção de sua saúde e bem estar).

Os estudiosos do tema alertam que as organizações devem estar atentas à essas transformações, somente aquelas que entenderem os desafios inseridos nas mesmas, poderão sobreviver nesse futuro próximo. A capacidade rápida de entender esse contexto e a rapidez também em reagir positivamente ao mesmo, definirá ou não, a sua existência no mercado.

As organizações exponenciais nascidas em ambientes de inovação, dão a receita de sucesso para se estabelecer nesse período de grande transição: ser ágil, ser enxuta, ter times autogeridos, ter uma cultura de inovação, gerenciar a mudança com rapidez e assertividade, estar antenada com uma geração nascida para consumir e fazer inovação, ter líderes preparados para responderem rapidamente às demandas da organização e, ao mesmo tempo, inspirar  e motivar seus liderados e seguidores para trazerem uma clima de bem estar para a equipe e, consequentemente promover  bons resultados.

Essa receita turbinada está no cerne da disrupção, palavra chave no vocabulário da Revolução 4.0. A ruptura com os antigos paradigmas de gestão e a conexão direta com novas formas de pensar e agir, fazem com que somente sobreviva quem estiver “ligado” nos sinais intermitentes dessa nova era.

Para as organizações e líderes, o recado é direto: entender o cenário, se adequar e responder rapidamente é o fluxo demandante no ambiente de negócios. Assim, ficarão de pé os líderes que concentrarem seus conhecimentos, habilidades e atitudes para compreender que não se pode fazer mais do mesmo! (ARBACHE & ARBACHE, 2016).

Não haverá mercado de trabalho para lideranças que seguem modelos ainda tradicionais, que desconsideram as novas demandas do século XXI. Também não haverá espaço para organizações que ainda pensam desse modo, elas estão fadadas a desaparecerem e levarem com elas, os postos de trabalhos.

O impacto das máquinas inteligentes já é sentido por muitas organizações, veja o exemplo do Armazém Inteligente da Alibaba, os robôs fazem 70% do trabalho – produzem mais, gerenciam risco de colisão, providenciam a recarga automaticamente (PICKERING, 2018).  Outro exemplo disso é a fabricante taiwanesa Foxconn, mais conhecida por ser a principal empresa que fabrica o iPhone, da norte-americana Apple, substituiu 60 mil trabalhadores de sua planta na província de Kunshan, na China, por robôs (ESTADÃO, 2018).

O futuro próximo para alguns e a realidade para muitos dos trabalhadores viveram os casos acima citados, neles os empregos desapareceram…

No entanto, esse não precisa ser o destino de todos, novos postos de trabalhos serão trazidos na corrente das transformações. Para estar inserido nessa corrente, o líder precisa conhecer profundamente as oportunidades e os riscos que a Revolução 4.0 oferece. Ele deve estar preparado para responder às essas demandas, pois isso é questão de sobrevivência e crescimento na carreira.

Se você quer conhecer um pouco mais a respeito do assunto e se preparar para ter uma carreira sólida e bem sucedida,  converse com profissionais experientes de mercado, acessando a plataforma de mentoring Arbache e agende um horário de Talking About ou sessão de mentoring  com nossos mentores, não fique esperando ser o próximo exemplo a ser citado!

Plataforma  Arbache de Mentoring: https://arbache.com/mentoring/


Conceitos e Conhecimentos Importantes:

Quais Desafios do Brasil para atender as demandas da 4a. Revolução Industrial? 

O relatório  (Fórum Econômico Mundial apud TAURON, 2017)  lembra que provavelmente 65% das crianças que estão nas escolas primárias hoje estarão trabalhando em funções completamente novas, que simplesmente ainda não existem. Sobre o Brasil, o relatório aponta algumas barreiras desafiadoras como a ainda grande incompreensão das disrupções que já estão surgindo (55% dos entrevistados), a falta de alinhamento estratégico da força de trabalho das empresas (e, claro dos órgãos públicos) com as inovações disruptivas (48%), e devido à crise econômica, a pressão dos acionistas pela rentabilidade de curto prazo (48%). (TAURION, 2017),

Como é o líder que atua na 4a. Revolução Industrial?

 Nesse contexto, a capacidade do líder de continuamente aprender, adaptar-se e desafiar seus próprios modelos conceituais e operacionais de sucesso é o que irá distinguir a próxima geração de líderes comerciais bem-sucedidos”. (SCHWAB, 2016, p. 56),

Perguntas importantes para estar preparado para a 4a. Revolução Industrial

O importante é a autorreflexão do que cada de um de nós está fazendo para trabalhar com as máquinas. O que eu estou fazendo para me diferenciar no mercado e aprender a trabalhar ao lado das máquinas, e não contra elas? O que estou fazendo para me reinventar? Eu estou tomando atitudes ou estou olhando as coisas acontecerem? O meu futuro profissional depende das minhas escolhas de hoje… de amanhã. Estou tendo a iniciativa de sair da minha zona de conforto e encarando novos desafios? Estou desenvolvendo novas competências? A minha agenda para minha transformação profissional é importante e levada a sério? As minhas escolhas diárias estão em linha com o futuro que almejo? Como me tornar indispensável? (SEGURA, 2017).


Referências Bibliográficas:

ARBACHE, Ana, ARBACHE Fernando. A crise o seu impacto na carreira. In: https://www.amazon.com.br/crise-seu-impacto-carreira-ebook/dp/B01F0IAR5Y. Avesso em 2016.

ESTADÃO. Foxconn troca 60 mil empregados por robôs na China. In: http://link.estadao.com.br/noticias/empresas,foxconn-troca-60-mil-empregados-por-robos-na-china,10000053643. Acesso em 01/02/2018.

PICKERING, Jasper. Take a look inside Alibaba’s smart warehouse where robots do 70% of the work. In: http://uk.businessinsider.com/inside-alibaba-smart-warehouse-robots-70-per-cent-work-technology-logistics-2017-9. Acesso em 01/02/2018.

SCHWAB, K. (2016). A 4a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. São Paulo: Edipro.

SEGURA, M., 2017. Meio & Mensagem. Você e os robôs no mercado de trabalho no futuro. Disponível em http://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2017/05/04/voce-e- os-robos-no-mercado-de-trabalho-do-futuro.html. Acesso em 04 de maio de 2017.

TAURION, C., 2017. Cio. CIO – Gestão, estratégias e negócios de TI para líderes corporativos. Disponível em http://cio.com.br/tecnologia/2017/01/09/o-que-esperar- da-inteligencia-artificial-a-partir-de-2017/. Acesso em 09 de janeiro de 2017.

Ana Paula Arbache

Formação: Doutora em Educação pela PUC/SP com tese desenvolvida em ética, PUC/SP. Mestre em Educação/Cultura UFRJ.
Experiência Acadêmica: Docente, ministrando aulas na UFSJ e UFRJ. Coordenadora de Projetos Nacionais e Internacionais (1995-2000). Docente dos Cursos de MBA /FGV e MBA/BSP. Orientadora e Avaliadora de Trabalhos de Pós Graduação.
Experiência Profissional: Sócia Diretora da Arbache – Serviços Educacionais e Treinamento, responsável pelas ações de Gestão de Pessoas, Governança Corporativa, Sustentabilidade Ética, Social e Ambiental e desenvolvimento e aplicação de Jogos de Negócios. Atuação em consultorias e treinamentos em empresas globais. Coach de Lideranças e de Carreira. Pesquisadora CNPQ e Autora dos Livros: A Formação Do Educador De Pessoas Jovens E Adultas Numa Perspectiva Multicultural Crítica,Projetos Sustentáveis: estudos e práticas brasileiras I e Projetos Sustentáveis Estudos e Práticas Brasileiras II. Palestras realizadas em Congressos Internacionais e Nacionais.

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