Cotidiano

Dois Minutinhos a Mais, Por Favor!

Relógio Arbache

É muito interessante o valor que damos (e temos que dar mesmo) ao quesito confiança. Ouvir um profissional em quem confiamos (mesmo que ele esteja equivocado), parece-me mais seguro que ouvir um estranho cujas referências nos são duvidosas. Estudei essa relação em demandas judiciais, e o médico que mesmo errando, não é processado, “gastou” em média 2 minutos a mais do tempo em sua consulta e olhou nos olhos do seu paciente, ou seja, se preocupou “um tantinho assim” a mais, mas suficiente para de repente aluviá-lo de uma querela. Mas o mais interessante no ser humano em geral é que o conheceremos de fato, quando o chamamos na chincha* e ele atende, não julga, não hipotetiza e melhor, está presente de alma.

É definitivamente na adversidade que poderemos sentir essa presença, no momento que precisamos dele, no momento em que o outro aceita correr riscos por nós, ou simplesmente ser “desalojado” do seu domingo de lazer e se coloca de prontidão, não por nenhuma outra razão se não a gente mesmo. Aquele ser que diz “vamos embora?… quer pra agora ou pra já? … é aquele que mesmo podendo escolher outro compromisso “grita” do lado de lá: “Estamos junto!!” e vem – e vem todo! Te ouve como um surdo ouviria, com atenção focada e fala como um mudo, com os olhos vívidos e com seus gestos.

No dia de festa todo mundo é amigo do aniversariante, eu quero saber quem é também nos outros 364 dias sem bexigas no ar e bolo na mesa. Gosto do amigo “profissional”. Ele é menos sensível e mais atento ao teor dos fatos. É aquele que age (não reage) a um desconforto nosso; é aquele que tem a generosidade como instinto da alma e não se sente “fazendo um favor” porque aquilo lhe é natural e sinceramente espontâneo. O fato de se saber que o outro sempre pode mentir é que torna mais valioso o fato dele ser sincero. Adoro a palavra “de cor”, sinônimo “de memória”, pois acredito que só as pessoas realmente apaixonadas pelo que fazem, fazem “de cor” com “ação”, e esta para mim, (de coração), é a única forma de viver e servir bem.

Errar e acertar faz parte do processo, mas servir, ah isso é para bem poucos dos quais me orgulho de ter muitos. São aqueles maravilhosos seres que podem não estar sempre à nossa vista, mas que sabemos que são, e só isto basta. Obrigada a todos e um lindo fds!

Ana Luiza

“Um pouco de perfume sempre fica nas mãos de quem oferece flores.”

Provérbio chinês

*sem rodeios.

Ana Luiza Alves Lima

Nascida em Santos, São Paulo, Brasil. Advogada e Consultora na Gestão de Pessoas em São Paulo – SP, Brasil. Formação: Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Santos (UniSantos-SP); Pós-graduado em Gestão de Seguros (Fundação Getúlio Vargas – FGV-SP); Consultora do Serviço Nacional do Comércio (SENAC para cursos livres e de pós graduação) e Administração de Recursos Humanos, pelo SENAC/SP. Membro da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção de São Paulo e da Associação dos Advogados de São Paulo.

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