Cotidiano

Sobre o Comunicar…

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Curioso perceber no mundo atual, como ainda existem pessoas que não estão preocupadas em melhorar sua forma de comunicar-se. Circulou pelas mídias sociais uma frase de impacto que dizia “Eu não sou responsável pelo que você entende, e sim, pelo que eu falo” e houveram diversos compartilhamentos desta frase, que na prática, não atende a uma comunicação eficiente.

Os ruídos entre o que saí da cabeça e o que é verbalizado são de uma grandeza assustadora. Tenho ouvido conflitos comezinhos se transformarem em gigantes indomáveis por pura falta de clareza. Aliás, a clareza abre portas, janelas, avenidas, e por que não escrever, mundos! Tem pessoas que se o diálogo não tiver uma tensão, não vale a comunicação. São verdadeiros profissionais do boxe do persuadir. São arrogantes, inflexíveis e insistentes. Melhor escrevendo, não cuidam de suas palavras além de criar resistência, se tornando eternas beligerantes. Construir harmonia enquanto se fala com o outro, facilita por demais o fluxo da conversa, do entendimento. Os joguinhos verbais se esvaem, a inquietação da inadequação sequer aparece, e o que se destaca aqui é uma conexão sem ruídos, embalando as almas, produzindo beleza inclusive no resultado. Estudar a arte da comunicação traz uma riqueza personalíssima e frutífera. Entender os sinais que são emitidos na conversa facilita o trânsito das emoções. Atentar para o timbre da voz, da respiração, do gestual, não são mais ferramentas “exclusivas” do político ou do grande comunicador. Essas ferramentas e facilidades estão à disposição de todos os interessados que querem ganhar-ganhar. Ter a clareza necessária, colocar-se no lugar do outro, ser flexível e moderado, criam uma situação de empatia que permite o circular livre do fluxo que se pretende comunicar. É maravilhoso sair de um diálogo aonde temos certeza que a conversa fluiu de forma suave e adequada, aonde todos se respeitaram e tiveram o cuidado necessário para a exposição, sem agressões, sem imposições catastróficas, e o melhor, sem desmerecer (e reconhecer) que o outro tem o seu ponto de vista baseado em suas experiências anteriores, que devem, também por isto, serem respeitadas em todas as suas nuances.

É treinamento diário, incessante e atento, e o melhor de tudo: é um investimento certo!

“Pensar é o trabalho mais pesado que há, e talvez seja essa a razão para tão poucos se dedicarem a isso.” Henry Ford

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Ana Luiza Alves Lima

Nascida em Santos, São Paulo, Brasil. Advogada e Consultora na Gestão de Pessoas em São Paulo – SP, Brasil. Formação: Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Santos (UniSantos-SP); Pós-graduado em Gestão de Seguros (Fundação Getúlio Vargas – FGV-SP); Consultora do Serviço Nacional do Comércio (SENAC para cursos livres e de pós graduação) e Administração de Recursos Humanos, pelo SENAC/SP. Membro da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção de São Paulo e da Associação dos Advogados de São Paulo.

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