Sustentabilidade

Lições Aprendidas Em Gestão De Sustentabilidade Ética, Ambiental, Social, E Financeira Nas Empresas. Estudo Dos Casos Contidos Na Publicação INFRA Outsourcing & Workplace – 40+ INFRA Sustentabilidade – Jan. 2013

sustentabilidade

Parte 1

Um dos maiores ganhos que podemos ter em publicações do segmento da gestão de sustentabilidade ética, social, ambiental e financeira, são as lições aprendidas que podemos conhecer, listar e, quem sabe, reproduzir em diferentes contextos empresariais. A publicação acima apresenta casos de empresas, particularmente dedicados a profissionais e líderes, que atuam em gestão de facilities, gestão de infraestrutura e das instalações em ambientes prediais, industriais e corporativos.

Na edição especial dedicada a gestão de sustentabilidade é possível conhecer a prática de empresas que procuram levar a sério, o que preconiza as diretrizes do desenvolvimento sustentável. Algumas delas, evidenciam um trabalho ainda inicial, mas com potencial de crescimento. Outras, já apresentam resultados consolidados e monitorados por projetos consistentes de evolução das práticas sustentáveis, redução de custos operacionais e melhor qualidade de vida para seu público de relacionamento.

O que vale desse conhecimento transmitido são as diferentes visões e ações que são relatadas, mas, todas com o mesmo fim: a gestão da sustentabilidade nos negócios. Após um estudo comparado da leitura de todos os casos apresentados e, resguardando as especificidades de cada um deles, foi possível elencar práticas comuns, que podem ser visualizadas na maioria dos casos e, com a devida adaptação, podem ser reproduzidas por empresas de pequeno, médio ou grande porte, de acordo com o nível de maturidade de seu público de relacionamento e, principalmente, da missão e visão que cada empresa postula.

Para listar as lições aprendidas de modo didático, foi possível enxergar quatro listagens, sendo essas: lições aprendidas das práticas em redução de consumo de água e energia, práticas diversas, práticas de treinamento e desenvolvimento do capital humano e práticas dedicadas a avaliação e resultados da gestão de sustentabilidade.

É certo que esse estudo é um estudo exploratório da publicação em questão e que a leitura dos casos oferecidos pela Revista, trazem um detalhamento destas práticas, bem como limites e contribuições de cada uma deles, apurando melhor a capacidade das mesmas de serem, ou não, adaptadas para determinados cenários empresariais.

A qualidade do material para os interessados no tema, pode ser verificada no discurso assumido pelos profissionais das empresas que trazem e relatam os dados. Dados estes, que até pouco tempo, estavam no ramo das intenções e, hoje, transitam nos relatórios e balanços financeiros das empresas, gerando a percepção de valor agregado e de lucro nas operações realizadas. A gestão de sustentabilidade, para algumas destas empresas, assume um nível de maturidade mais elevado e passa, definitivamente, a ser considerada elemento essencial para a gestão dos negócios.

O que  oferecemos aqui é um compartilhamento das ações mais utilizadas pelos casos apresentados na publicação, e que podem e devem ser seguidos por empresas comprometidas com o desenvolvimento sustentável e o crescimento econômico.

1- Lições aprendidas Práticas para redução do consumo de água e energia:

Cabe observar que,em um número considerável de casos citados, as empresas apresentam  aderência de práticas alinhadas a Certificação LEED – Leadership in Energy and Environmental Design – Concedido pelo Green BuildingCouncil /GBC e Certificação AQUA – certificada pela Fundação Vanzolini. As listas abaixo passam por algumas práticas requeridas pelas Certificações acima e outras forma criadas para dar suporte as mesmas. Das mais simples ás mais complexas, são práticas factíveis que podem ser planejadas e executadas, monitoras e avaliadas pelas empresas.

Se em 2011 eram 17 edifícios a ter a certificação LEED, esse ano o número chegou a 32. E outros 620 (o que equivalem a 27 milhões de metros quadrados) estão  registrados no sistema e receberão o selo se comprovarem o atendimento a critérios como: eficiência energética, uso racional da água, qualidade ambiental interna; uso de materiais, tecnologias e recursos ambientalmente corretas etc”. (Dados do Portal GBC Brasil). A valorização estimada para um imóvel certificado é de 10% a 20% (Britto, 2013, p.48).

Substituir lâmpadas comuns por outras de menor potência;

  1. Readaptação da localização das luminárias;
  2. Apagar as luzes mais cedo;
  3. Aumentar o um grau o setpoint do sistema de climatização;
  4. Reduzir o fluxo de água nos sanitários;
  5. Alto nível de sistema de gerenciamento da informação;
  6. Buscar a eficiência nas tecnologias que otimizem ao máximo o uso da energia e da água;
  7. Escolher fontes de energia – solar, geotérmica, eólica, ou mesmo um sistema misto;
  8. Construir o edifício adaptado ao clima local – fazendo uso amplo de luz e ventilação natural por meio de policarbonatos de alto desempenho.
  9. Espelhos d’água para coletar e armazenar águas pluviais e contribuir para o resfriamento e conforto térmico do edifício;
  10. Uso de materiais de acabamento com baixo teor de solvente, acessibilidade, iluminação eficiente;
  11. Criação de rotinas, a fim de conscientizar os usuários que são orientados, desde a utilização correta do ar condicionado, até maiores cuidados com desperdício de água e energia;
  12. Sistema de ar condicionado que utiliza água gelada e a sua distribuição é feita por VAV (Volume de Ar Variável)
  13. Inteligência nos elevadores.  – sistema de antecipação de destino de chamada, com freagem regenerativa, aproveita a energia gerada na freada da cabine para a próxima partida.
  14. Estação de tratamento de água de reuso que receberá a água pluvial lavatórios, chuveiros e da condensação das máquinas de ar condicionado reutilizando –as para irrigação (feita 100% sem utilização de água potável) – expectativa de economia em relação a água é de 84%  e 41% de energia elétrica empreendimentos.
  15. Sistema de irrigação automatizado nos jardins – que leva somente a quantidade necessária de água para cada espécie de planta.
  16. Pintura da cobertura ganhou atenção especial – foi usada uma tinta reflexiva, para redução dos níveis de temperatura no pavimento inferior e podendo diminuir até 30% da temperatura interna dos ambientes, além de não agredir a camada de ozônio por ser à base de água;
  17. Estações de tratamento do esgoto doméstico – que tratam todo o efluente gerado nos refeitórios e banheiros da empresa, antes de serem reincorporadas ao sistema pluvial nas condições previstas na legislação – 99,5 % de todo resíduo sólido que é gerado no processo industrial passam por reciclagem ou reutilização;
  18. Redução das ilhas de calor e aumento do conforto térmico;
  19. Coleta e reuso da água da chuva para limpeza de praças e irrigação dos jardins;
  20. Utilização de torneiras com pressão que controlam o fechamento da água e descargas de duplo fluxo;
  21. Gestão do sistema de iluminação sustentável – buscar parcerias com Empresas do setor. (Exemplo: Minas Gerais – Empresa Eficientia – Grupo Cemig). O sistema permite que a instalação predial trabalhe das 6 horas às 18 horas sem precisar acender as luzes, tem como aliados computadores que utilizam telas de consumo mais eficientes.
Ana Paula Arbache

Ana Paula Arbache

Pós-doutora em Educação pela PUC/SP. Doutora em Educação pela PUC-SP. Mestre em Educação pela UFRJ. Certificada pelo Massachusetts Institute of Technology/MIT- Challenges of Leadership in Teams (2015), Leading Innovative Teams (2018). Docente dos cursos de MBA e Pós MBA da Fundação Getúlio Vargas. Orientadora e avaliadora de trabalhos de pós-graduação. Sócia Diretora da Arbache Innovtions, responsável pelas ações de Gestão de Pessoas, Liderança, Governança Corporativa, Sustentabilidade Ética, Social e Ambiental e Elaboração e Aplicação Jogos de Negócios. Pesquisadora e autora das obras: A Educação de Jovens e Adultos Numa Perspectiva Multicultural Crítica (2001), Projetos Sustentáveis Estudos e Práticas Brasileiras (2010), Projetos Sustentáveis: Estudos e Práticas Brasileiras II (2011), Sustentabilidade Empresarial no Brasil: Cenários e Projetos (2012), A crise e o impacto na carreira (2015), O RH Transformando a Gestão – Org. (2018). Certificação em Coaching e Mentoring de Carreira para Executivos. Mentora do Capítulo PMI/SP. Curadora e Colunista do blog arbache.com/blog e Página Mundo Melhor de Empoderamento Feminino Arbache innovations. Fundadora do Coletivo HubMulheres. Palestrante em encontros nacionais e internacionais.

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