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Empoderamento feminino em pauta

Weps 2018.

Novas questões sobre empoderamento feminino estão surgindo e exigindo diferentes ações nas empresas.

A Arbache Innovatios é um empresa de inovação, sendo assim, segue a risca o compromisso de atuar na disseminação e no avanço das práticas voltadas para os objetivos globais que estão sendo implementados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Dentre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, o 5º ODS propõe: “Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”.

As pesquisas desenvolvidas pela ONU comprovam que meninas e mulheres têm ocupado uma verdadeira minoria em espaços de formação, como a escola – desde o ensino básico até o nível superior, e em espaços representativos, como cargos em empresas e na política – o que inclui questões acerca de valores de remuneração, também.

Sendo assim, a Arbache Innovations, focada no alargamento da visibilidade desses ODS, atua fortemente de diferentes formas:

  • Por meio da Página de Mundo Melhor de Empoderamento Feminino;
  • Na disseminação de conhecimentos e boas práticas;
  • Na organização de eventos corporativos e sem fins lucrativos, bem como na presença em eventos que tenham esse ODS como foco;
  • Conhecendo práticas de sucesso e lições aprendidas na área;
  • Estabelecendo relacionamentos e parcerias para aumentar o nível de maturidade das discussões e a rede colaborativa em torno do tema.

Dessa maneira, fomentamos a discussão em nosso ambiente de trabalho, nossas políticas de recursos humanos, nos espaços os quais atuamos e em nossos stakeholders.

DEBATES SOBRE AS QUESTÕES DE EMPODERAMENTO FEMININO

À convite do Pacto Global, o qual é signatária, a Arbache Innovations esteve presente no Fórum Weps 2018 – Fórum dos Princípios de Empoderamento das Mulheres: um diálogo entre países da América Latina e Caribe e a União Europeia.

Na ocasião do evento, fomos representados pela nossa sócia fundadora e responsável pelas ações do 5º. ODS na Arbache Innovations, a PhD. Ana Paula Arbache.

O Terceiro Fórum Weps possibilitou uma parceria inédita entre a ONU Mulheres, a Organização Mundial do Trabalho (OIT) e a União Europeia, que estiveram reunidas nos dias 29 e 30 de agosto de 2018, na cidade de São Paulo.

Nós estávamos presentes, reiterando o nosso compromisso com o Empoderamento Feminino e a Equidade de Gênero nas organizações.

Por isso, neste texto apresentamos as nossas considerações sobre o Weps, além de compartilhar boas práticas que foram debatidas durante o evento, orientando importantes setores empresariais e de empreendedorismo a tomar medidas para alcançar a igualdade de gênero, por meio do empoderamento das mulheres.

ALCANCE E ENGAJAMENTO

Tânia Cosentino, CEO América do Sul e membro do Conselho Assessor Global de Diversidade e Inclusão da Schneider Elétrico, apresentou o caso da empresa.

A empresa é conhecida e premiada por sua atuação e nível de maturidade nas práticas voltadas para a promoção de mulheres.

A CEO afirma que para chegar às metas previstas para 2030 (prazo oferecido pela ONU para que os ODS sejam implementados) é preciso acelerar as nossas ações.

Ela estende essas ações do âmbito da empresa para o social. Ou seja, não somente nas nossas empresas, como também as suas cadeias precisam ser alcançadas, aumentando o engajamento dos públicos de relacionamento nessa missão.

Para Tânia a equidade de gênero é um imperativo para os negócios, uma vez que aumenta o engajamento do time, aumenta a produtividade, e, enfim, o “make money”.

 

“Não podemos virar as costas para 50% da população economicamente ativa de mulheres”.

Tânia Consetino

Outro ponto abordado por Tânia foi o seu próprio testemunho de carreira. Ela iniciou sua carreira em um segmento majoritariamente masculino, por isso buscar ser um dos melhores exemplos de CEOs femininas e inspirar as mulheres pelo seu legado.

Algumas práticas foram abordadas por Tânia ao apresentar o caso da Schneider Eletric, que seguem abaixo:

  1. Empoderar a diversidade na empresa.
  2. Endereçar práticas inclusivas.
  3. Educar para comportamentos inclusivos e anti-discriminatórios, por meio de códigos de conduta ética e comunicação empresarial.
  4. Advocacy: explicar a todos o porquê de fazemos isso, uma vez que é uma jornada, não se faz isso “da noite para o dia”.
  5. Estruturação do Programa Suport He for She em 100 países.
  6. Recrutamento de 42% de mulheres.
  7. Meta de até 2020 ter 30% em cargos de liderança.
  8. Eliminar a diferença salarial.
  9. Inserir o tema na agenda da alta liderança.
  10. Medir, reportar e ter metas e cotas voltadas para o tema e para as práticas.
  11. Promover processos e práticas inclusivas interna e externamente.
  12. Abraçar a causa da violência feminina.
  13. Trabalhar cadeias de suprimento e nas comunidades em que atuam.
  14. Promover a qualificação técnicas na área de eletricidade e qualificá-la tecnicamente.

ENTENDIMENTO E MATURIDADE

Outra empresa que apresentou suas ações foi a White Martins. Representada pela Diretora de Recursos Humanos, Anna Paula Rezende, que falou em nome da empresa.

Ela ressaltou que é preciso ter em mente o grau de maturidade da empresa para que as práticas possam acontecer. Cada empresa precisa entender até onde ela pode chegar com essas ações.

Portanto, Anna apontou as boas práticas:

  1. Engajamento dos colaboradores – “o quê podemos fazer no nosso dia a dia para colocar essa agenda na empresa”.
  2. Fazer com que o público de relacionamento possa aderir à causa e se engajar nesse propósito.
  3. Ter uma estratégia de ação bem clara.
  4. Sonoridade – mulheres apoiando mulheres. Também inserir os homens nessa conversa (HeforShe).
  5. Envolver a alta liderança.
  6. Educar o público a respeito do tema.
  7. Constituir adesão a pactos formais e mostrar para a sociedade a adesão aos princípios do Weps.
  8. Fazer parceria com consultorias especializadas em diversidade.
  9. Buscar relacionamento com universidades para aumentar a exposição da marca empregadora para públicos voltados para a diversidade de raça, gênero, entre outros (Afro to watch, Women to watch, People to watch).
  10. Promover o “dia do homem” e o “dia da mulher”.
  11. Licença paternidade.
  12. Ter um banco de talentos com o foco em afrodescendentes e mulheres.
  13. Coaching, mentoring e sponrship (um olhar próximo para o desenvolvimento desses colaboradores dentro da empresa).
  14. Fazer comunicação regular a respeito do tema.
  15. Elaborar e divulgar guias, manuais, políticas e cartas aos líderes e colaboradores voltados para o tema.
  16. Coibir o preconceito e o assédio por meio do código de ética e promover um ambiente saudável que seja bom para todos.

AÇÕES ESTRUTURADAS

Para Verônica Raffo, sócia da Ferrere Uruguai, é preciso ir além de benefícios como “flores, massagens e cremes”, as mulheres precisam de ações estruturadas.

A Ferrere Uruguai também apontou suas boas práticas, algumas delas em sintonia com as ações que Ethel Zulli, Diretora Executiva da Fundação e gerente de Sustentabilidade da Renault Argentina, também sinalizou e que seguem abaixo:

  1. Mentoria cruzada, com homens e mulheres de cargos seniores trocando experiências com as mulheres da instituição.
  2. Networking: programa institucional em eventos para as mulheres da empresa (auxiliar na abertura da rede de contatos e lugares para poder compartilhar).
  3. Work Balance Life por meio do home office e de um horário flexível.
  4. Programa de Mentoria para a Maternidade e os primeiros anos dos filhos: profissionais com experiência e vivência na maternidade compartilhando com as futuras mamães. Além de dar suporte, podem assessorar na gestão desses períodos.
  5. Trabalhar os modelos mentais internos a respeito do tema.
  6. Trabalhar a rede colaborativa.
  7. Colocar mulheres em espaços de decisão.
  8. Promover processos de seleção voltados para a diversidade.
  9. Não aceitar comentários sexistas no ambiente de trabalho.
  10. Fazer reuniões com equipes mistas.
  11. Divulgar vídeos e relatos de histórias de vida das mulheres nas organizações – gerar exemplos e modelos que inspiram.
  12. Fazer premiações e dar visibilidade para as mulheres, as colocando como protagonistas nas áreas que atuam.

PRÁTICAS CONSOLIDADAS

Suellen Gaeta, Gerente de Certificação e Cumprimento de produtos, da empresa Cummins América Latina, contribui com mais algumas práticas que já estão consolidadas na empresa e podem servir de lições aprendidas para as organizações que buscam implementar a temática em seus contextos.

Na Cummins, há um trabalho forte na atração, retenção, desenvolvimento, comunicação e tecnologia. Entre suas práticas, estão:

  1. Programas de Executive Speechs que tratam da carreira profissional e equidade de gênero.
  2. Rituais corporativos para mostrar como a empresa está tratando o tema.
  3. Metodologias para medir e buscar a meta de 50% de homens e 50 % de mulheres ocupando os cargos da empresa.

PROMOÇÃO DE DIÁLOGO ENTRE AS GERAÇÕES

Outro ponto abordado foi a importância de promover o diálogo entre as gerações de mulheres.

  1. Programas como Conexão Geracional e Transferência de Conhecimento, que possibilita o aumento do número de mulheres em cargos de alta responsabilidade.
  2. Criação da plataforma + Mulheres.
  3. Programas como o Inspiring Girls, uma organização dedicada a aumentar a autoestima e a ambição profissional das meninas colocando-as em contato com Mulheres empreendedoras dos setores de tecnologia, ciências, engenharia.
CONCLUSÃO

Mulheres representativas da empresa Schneider Electric concederam uma entrevista para Ana Paula Arbache, representando a Arbache Innovations. Tânia Consentino CEO América do Sul e Maristella Marante Diretora Global falaram a respeito das práticas da empresa Schneider.

Essa entrevista exclusiva, fotos do evento e outras informações podem ser acessadas em nossa página Mundo Melhor Empoderamento Feminino da Arbache Innovations.

Ana Paula Arbache

Ana Paula Arbache

Pós-doutora em Educação pela PUC/SP. Doutora em Educação/PUC-SP. Mestre em Educação/ UFRJ. Certificada pelo MIT- Challenges of Leadership in Teams. Docente MBA e Pós MBA da FGV. Sócia Arbache Innovations, Plataforma de Mentoring Arbache.Palestrante em encontros nacionais e internacionais.

Bruna Delgado

Bruna Delgado

Bruna Delgado é graduada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) em Letras – Língua Portuguesa e Literaturas correspondentes, mestre em Linguística – Estudos do Texto e do Discurso no Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (PLE - UEM), e integrante do Grupo de Pesquisa GPDISCMÍDIA - Grupo de Pesquisa em Discursividades, Cultura, Mídia e Arte/CNPq UEM. Atua como roteirista, revisora e pesquisadora na Arbache Innovations, desde 2018.

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