Geral

A diversidade e seu potencial para os negócios no século XXI

Falar sobre a diversidade está na moda, mas ela significa muito mais do que se pensa ou se reproduz no senso comum. Ela é estudada por diversas áreas da ciência e possui um grande potencial para organizações e o mercado de trabalho.

Introdução

A diversidade é tratada como um objeto científico e merece ser vista com mais profundidade e comprometimento, pois não é puro modismo. Ela está presente em diversos posts nas redes sociais e nas peças de marketing de muitas organizações, mas isso não é por acaso. Ao longo do tempo, as chamadas “identidades plurais” são trazidas à tona através de políticas afirmativas, ganhando visibilidade na sociedade e no aparato jurídico para se consolidar com mais força.

Antes de tudo, é importante saber que a diversidade engloba um misto de pessoas com identidades diferentes que convivem em um sistema social. Esses perfis plurais podem ser minoria ou maioria e ter vantagens ou desvantagens dentro desse ambiente. Podemos analisar essa diversidade a partir de seis pontos iniciais: gênero, cor de pele, etnia, pessoas com deficiência (PCD), orientação sexual e as chamadas “dimensões esquecidas” – refugiados, expatriados e imigrantes, estética, idade e religião. Cada dimensão traz uma revisão histórica e mostra como essas pessoas se posicionam hoje na sociedade e no mundo do trabalho (ARBACHE e GUARANI, 2020).

Ao conhecer com mais profundidade as pautas e prioridades dessas dimensões, é possível estabelecer um caminho viável e efetivo para tratá-las com o rigor e comprometimento que o tema merece.

Algumas delas carecem de ações urgentes para que se possa garantir o direito da vida. No caso da homofobia e da gordofobia, que envolvem respectivamente o debate da orientação sexual e da estética, por exemplo, é colocada em risco a sobrevivência de indivíduos que fazem parte dos grupos.

No entanto, estudos mostram uma evolução oportuna para que os envolvidos sigam em frente com robustez e sintam impactos positivos. Com o acolhimento desse tema, não somente em ambientes científicos, mas também no mercado de trabalho e consumidor, abre-se uma significativa e importante chance de mostrar que a discussão do assunto e a aplicação de políticas voltadas para a diversidade são um caminho sem volta.

No livro “Responsabilidade social e Diversidade” (ARBACHE e GUARANI, 2020) são mostrados os benefícios que a força de trabalho diversa gera para as organizações, tanto para público externo, quanto para interno.

Comprovamos este fato por meio de casos que mostram o retorno sobre o investimento feito nos programas de diversidade. As organizações que enxergam esse potencial promovem a consolidação de culturas organizacionais solidárias, saudáveis, tolerantes e empáticas. Consequentemente, possuem maior engajamento e aderência com profissionais e líderes que possuem o tema como um valor inegociável.

Assim, o público interno reconhece valor na marca empregadora e se engaja em projetos e resultados que aumentam a sua produtividade e competitividade. O externo, por sua vez, entende o valor da marca consumindo seus produtos, seja porque a diversidade é um valor compartilhado ou porque os itens e serviços são bons para o consumo.

Conclusão

A diversidade viabiliza a empatia, a criatividade e a inovação. Com isso, a criação de produtos e serviços é cada vez mais requerida pelos consumidores, que por si só possuem natureza diversa. Pode até ser moda, mas nunca será errado falar e agir em prol da diversidade, pois, além de contribuir para as organizações, ela carrega valores que zelam pela dignidade humana, e disso não podemos abrir mão.

O e-book “Responsabilidade Social e Diversidade” é uma das mais inovadoras discussões em torno da diversidade, trazendo casos recentes e discussões que abordam as seis dimensões citadas no artigo. Para os interessados no tema, segue o link para o site da Editora FGV: https://editora.fgv.br/produto/responsabilidade-social-e-diversidade-3586.

Sobre a autora

Ana Paula Arbache é docente convidada dos cursos de MBA da FGV/IDE, pesquisadora de sustentabilidade e responsabilidade social e responsável por essa área na HR Tech Arbache Innovations, da qual é sócia-fundadora. Também fundou o HubMulher, um coletivo de mulheres executivas que atuam em projetos voluntários em prol de suas carreiras. Visite a página “Mundo Melhor Empoderamento Feminino”, da Arbache Innovations e tenha acesso a conhecimentos e games de responsabilidade social voltados para o ODS 5 da Agenda 2030: https://arbache.com/mundomelhor/empoderamento

Ana Paula Arbache

Ana Paula Arbache

Pós-doutora em Educação pela PUC/SP. Doutora em Educação pela PUC-SP. Mestre em Educação pela UFRJ. Certificada pelo Massachusetts Institute of Technology/MIT- Challenges of Leadership in Teams (2015), Leading Innovative Teams (2018). Docente dos cursos de MBA e Pós MBA da Fundação Getúlio Vargas. Orientadora e avaliadora de trabalhos de pós-graduação. Sócia Diretora da Arbache Innovtions, responsável pelas ações de Gestão de Pessoas, Liderança, Governança Corporativa, Sustentabilidade Ética, Social e Ambiental e Elaboração e Aplicação Jogos de Negócios. Pesquisadora e autora das obras: A Educação de Jovens e Adultos Numa Perspectiva Multicultural Crítica (2001), Projetos Sustentáveis Estudos e Práticas Brasileiras (2010), Projetos Sustentáveis: Estudos e Práticas Brasileiras II (2011), Sustentabilidade Empresarial no Brasil: Cenários e Projetos (2012), A crise e o impacto na carreira (2015), O RH Transformando a Gestão – Org. (2018). Certificação em Coaching e Mentoring de Carreira para Executivos. Mentora do Capítulo PMI/SP. Curadora e Colunista do blog arbache.com/blog e Página Mundo Melhor de Empoderamento Feminino Arbache innovations. Fundadora do Coletivo HubMulheres. Palestrante em encontros nacionais e internacionais.

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