Sustentabilidade

Educação Para o Desenvovimento Sustentável: a Resposta Para Perguntas Inevitáveis

desenvolvimento

Por Profa. Dra. Ana Paula Arbache

Falta de água? Apagão de energia elétrica? Comida mais cara? Qualidade do ar em níveis não recomendados? As respostas para tais dilemas merecem mais efetividade e visão de longo prazo. A falta de água de hoje e/ ou o ar poluído que respiramos é definitivamente, o efeito cotidiano e tangível de pontos de vistas acomodados. Esperando que as respostas possam cair céu, estamos caminhando a passos lentos no investimento de ações estratégicas e comprometidas que envolvam o grande desafio de nossa era: viver com qualidade de vida e deixar um legado positivo para as próximas gerações.

A palavra sustentabilidade ganhou força e tornou-se agenda hoje é centro nefrálgico das tomadas de decisões em torno das diretrizes globais, pois, a urgência de se aliar o crescimento econômico ao desenvolvimento sustentável. Esse cenário aponta para importância de se priorizar as ações e combinar esforços entre o poder público, as empresas e a sociedade civil, a demanda é coletiva! Não há uma forma de salvação ou receita de bolo, para que possamos estar preparados para mitigar riscos e crises, que por vezes nos incomodam quando nos deparamos com a escassez dos recursos naturais, ou com o alto preço que pagamos por eles.

Alguns países, já colhem bons frutos plantados sob o olhar das diretrizes do desenvolvimento sustentável. Temos exemplos de políticas públicas e práticas que são resultados do alto comprometimento e de esforços colaborativos entre diferentes setores sociedade, desde soluções em água, o consumo consciente e o descarte correto, o investimento de novas tecnologias, processos produtivos mais limpos, produtos amigáveis ao meio ambiente, mas, no centro de tudo a “educação para o desenvolvimento sustentável” (EDS). A priorização de uma educação voltada para o desenvolvimento sustentável é condição para que, possamos sair da condição caótica das respostas de curto prazo e reducionista, para soluções preventivas, estratégicas e perenes.

Essa constatação reforça a necessidade de inserir a educação para o desenvolvimento sustentável, como vetor no processo de formação de profissionais e líderes, bem como identificar e mapear as práticas decorrentes desse processo e então, consolidar um repertório de lições aprendidas, limites e possibilidades amalgamados ao cenário brasileiro. É necessário compreender que é preciso investir, antecipadamente, para que as pessoas possam crescer e amadurecer nos preceitos da sustentabilidade. O investimento é de longo prazo e precisa ser fomentado por políticas educacionais coadunadas com tais diretrizes.

É certo que, para alcançarmos bons resultados tanto econômicos, como ambientais, será preciso efetivar com legitimidade duas palavras decisivas: educação e cidadania – cerne de qualquer possibilidade de mudança!

*Parte do texto foi publicado no Jornal Valor, Outubro de 2014

Ana Paula Arbache

Ana Paula Arbache

Pós-doutora em Educação pela PUC/SP. Doutora em Educação/PUC-SP. Mestre em Educação/ UFRJ. Certificada pelo MIT- Challenges of Leadership in Teams. Docente MBA e Pós MBA da FGV. Sócia Arbache Innovations, Plataforma de Mentoring Arbache.Palestrante em encontros nacionais e internacionais.

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