Cotidiano

Um Dia de Cada Vez e a Gente Chega Lá…

uma mão e o arco iris

Um Dia de Cada Vez e a Gente Chega Lá…

Toda vez que vejo uma mulher irritada no cabeleireiro pedindo para cortar radicalmente os cabelos, conheci um cabeleireiro bancando o psicólogo tentando demovê-la desta ideia “só por hoje”, pois emoção e decisões definitivas não combinam nada bem. O cabelo vai crescer, mas não na velocidade desejada do fio! Aliás, quando estamos por um fio, fica fácil fazer, falar e se arrepender depois.

Existem mudanças que desejamos por estarmos em momentos de alegria, essas nem irei comentá-las pois naturalmente, não causam dissabores nem dificuldades.

Existem as mudanças – que apesar de necessárias – vamos protelando para um futuro que será sempre o dia de amanhã seja lá que dia for hoje. Parecemos esquecer que não existe atalho. É para e passo, par e passo, e temos que fazer e pronto! Talvez como uma obrigação enfadonha, paramos de pensar para tentarmos sobreviver, e é quando percebemos que o problema não some porque paramos de pensar; aliás, ele tende a crescer e ficar maior a cada dia, por isso precisamos crer que o dia de amanhã deve ser o dia de hoje.

Existem outras mudanças que de tanto protelarmos, elas insistem em nos dar sinais de que elas estão ali, firme e forte. Aqui, a experiência parece dizer – não vai mudar por bem? Então vou repetir, repetir, repetir, até você perceber que não são coincidências; que não é azar! É exclusivamente as coisas fora de ordem! A gente nesta situação diminui a nossa percepção dos fatos e passa até a achar que há um complô! Não há! Só faça a sua parte que a vida entra nos eixos de novo, pois o futuro só existe no presente.

Se existe algum segredo para que a mudança seja menos dolorosa? Sim, menos dolorosa, pois mudar dói, traz arranjo, desarranjo, adaptação, paciência que quase não temos, e uma dose de otimismo que possivelmente esteja no epílogo.

A vida é muitas vezes caótica e cheia de curvas sim… Acenda os faróis mesmo de dia, se muna de pessoas queridas, (não se esqueça de respirar pois as turbulências sempre irão existir… Mudança e chacoalhão combinam tanto quanto feijão com arroz) e siga em frente, sempre em frente.

A ação faz a gente perceber que o temporal neste momento na estrada da vida que está sobre a nossa cabeça, pode e vai passar nos quilômetros seguintes; mas se decidirmos parar, talvez a chuva só caia em cima da gente mesmo! Conforme-se e estará condenado! Saia já daí!

Grande Beijo

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Ana Luiza Alves Lima

Nascida em Santos, São Paulo, Brasil. Advogada e Consultora na Gestão de Pessoas em São Paulo – SP, Brasil. Formação: Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Santos (UniSantos-SP); Pós-graduado em Gestão de Seguros (Fundação Getúlio Vargas – FGV-SP); Consultora do Serviço Nacional do Comércio (SENAC para cursos livres e de pós graduação) e Administração de Recursos Humanos, pelo SENAC/SP. Membro da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção de São Paulo e da Associação dos Advogados de São Paulo.

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