Sustentabilidade

Sustentabilidade: Uma Agenda Caduca Na Maioria das Empresas Brasileiras. a Agenda 2030 Irá Trazer Novas Oportunidades Para Aquelas Nas Quais a Sustentabilidade Está Na “veia” dos Negócios!

papeis na mesa

Profa. Ana Paula Arbache
Para especialistas, a agenda de suscetibilidade da maioria das empresas brasileiras está caduca.

Pesquisa realizada pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) , apresenta um panorama inédito a respeito do nível de maturidade das principais empresas em atuação no nosso Brasil, em relação as práticas chamadas de sustentáveis.
O que se constatou foi que as empresas pesquisadas ainda estão focadas em práticas de compliance e gerenciamento de riscos, o que em economias mais maduras, fazem parte apenas do “menu básico” de suas práticas.
A pesquisa mostra que as empresas estão usando o baixo potencial que as práticas de negócios sustentáveis podem agregar. Para a Accenture (Idem), isso é visto como um desperdício de oportunidade de mais de R$ 100 bilhões ao ano.
Para trazer a agenda das empresas para atender aos preceitos da chamada Agenda 2030 desenhada pelas iniciativas e documentos da ONU em 2015, é preciso uma versão mais robusta para tais práticas – a Agenda 2030 ou chamado Acordo de Paris (UNITED ATION, 2016).
Oswald & Almeida (2016) apontam que o Acordo de Paris pode se tornar um “Bretton Woods Verde”, fazendo do carbono uma nova moeda de troca em um futuro próximo. Os papéis que financiam empresas que investem em tecnologia de baixa emissão de carbono e reduzem o consumo da água, energia e recursos matérias primas avança, e têm o potencial de movimentar cerca de US$ 100 trilhões, sendo que em 2015 foram emitidos US$ 41,84 bilhões desses papéis, 14% a mais que em 2014.

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As empresas estão usando o baixo potencial que as práticas de negócios sustentáveis podem agregar, podendo gerar um desperdício de oportunidade de mais de R$ 100 bilhões ao ano.

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Para competir pelo dinheiro e pelos negócios gerados pela Agenda 2030, as empresas brasileiras deverão aprimorar suas estratégias, no sentido de seguirem para os próximos estágios das práticas sustentáveis:

– Melhor gestão dos recursos naturais com auxilio de novas tecnologias;
– Aproveitamento de matérias primas e a sua transformação em resíduos para outras cadeias produtivas;
– Aumento de eficiência da cadeia de fornecedores, auxiliando na governança dos pequenos e médios e garantindo a rastreabilidade dos produtos envolvidos na parceria;
– Geração de novos negócios e receitas, a partir do potencial da empresa e do cenário na qual atua.

Mais complexo do que meramente otimizar processos, a gestão de sustentabilidade deve estar instalada no centro do negócio. No entanto, para isso, deverá ocorrer investimento em inovação, como também tornar a sustentabilidade uma regra e não uma exceção. Casos como da Votorantim e da Unilever devem servir de boas práticas, para empresas que não querem ficar para trás em um ambiente mundializado e demandante por práticas legítimas e lucrativas que aliam o desenvolvimento sustentável ao crescimento econômico.

Fontes:

ARBACHE, Ana Paula et al. Sustentabilidade empresarial no Brasil: cenários e projetos. ARBACHE, Ana (Org.)São José do Rio Preto: Raízes, 2012.

GRISOTTO, Raquel. O dinheiro que dá em árvore. Revista Época Negócios. Maio, p. 78-86, 2015.

OSWALD, Vivian, ALMEIDA, Cássia. Clima deve levar a Bretton Woods Verde. Folha de São Paulo. São Paulo, 10 de janeiro de 2016. Caderno Economia, p.26.

UNITED NATIONS. Sustainable Development Knowledge Plataform. Transforming our world: the 2030 Agenda for Sustainable Development. In: https://sustainabledevelopment.un.org/post2015/transformingourworld. Acesso 04/02/2016.