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SP É A Sexta Cidade No Mundo Em Número De Bilionários

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Segundo ranking da Forbes, 21 magnatas paulistas tem um patrimônio estimado em US$ 85 bilhões

Brasil, Rússia e China mostram força no mercado de luxo. Estudo projeta crescimento de 10% a 15% para o setor no Brasil, com fortes investimentos por parte das grandes empresas mundiais.

21 magnatas do mundo estão em São Paulo.

São Paulo não tem o glamour de Los Angeles, mas isso não impede que a cidade abrigue mais bilionários do que a maior cidade da Califórnia. Segundo ranking da revista Forbes, São Paulo concentra 21 magnatas em suas ruas e divide com Mumbai, na Índia, a sexta colocação entre as cidades com maior número de bilionários. Esses brasileiros do topo da pirâmide econômica têm um patrimônio estimado em US$ 85 bilhões, enquanto os 21 indianos seguravam carteiras ainda mais recheadas, com um total de US$ 107 bilhões. Los Angeles, a cidade dos Anjos que sedia Hollywood, figura como a oitava colocada na lista divulgada pela Forbes.

Moscou: a cidade russa deixou Nova York para trás e é o lugar com a maior concentração de bilionários. A ex-capital do comunismo é o endereço de 79 bilionários, após registrar uma assombrosa escalada na lista da Forbes. Em apenas um ano, 58 pessoas entraram para o seleto grupo. Com essa concentração, Moscou desbancou Nova York para o segundo posto. A terra de Wall Street era morada central de 59 bilionários, enquanto Londres aparecia em terceiro lugar, com 41.

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Os habitantes de mais alta renda de Moscou incluem magnatas que tiraram das commodities e de derivados suas principais fontes de renda, como Vladimir Lisin, o homem mais rico do país e que trabalha no segmento siderúrgico. A fortuna combinada dos bilionários de Moscou supera US$ 375 bilhões, um valor muito maior do que a receita de qualquer cidade do mundo.

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A listagem da Forbes considera como referência o endereço principal dos 1.210 bilionários da lista de 2011 feita pela revista, com base em valores convertidos para o dólar norte-americano. Os demais endereços dos bilionários não são levados em consideração. Mas vários residentes de Moscou possuem um segundo endereço em Nova York, incluindo o magnata dos fertilizantes e do carvão Andrey Melnichenko, cuja esposa comprou recentemente uma cobertura de US$ 12,2 milhões com janelas voltadas para o Central Park.

Moscou não é a única cidade com ligações com o comunismo que aparece na lista. Três cidades chinesas também estão no topo em concentração de bilionários. Hong Kong aparecia em quarto lugar, com 40 bilionários; Pequim, em 8º com 19 magnatas e Xangai, na 13ª posição com 16 pessoas capazes de colocar um Bugatti Veyron na garagem sem comprometer o orçamento. O carro, avaliado em US$ 1.700.000 é considerado um dos mais carros do globo.

As cidades com maior número de bilionários:

1 Moscou

2 Nova York

3 Londres

4 Hong Kong

5 Istanbul

6 Mumbai

6 São Paulo

8 Taipei

8 Los Angeles

8 Pequim

11 São Francisco

11 Dallas

13 Xangai

14 Seul

15 Tóquio

Fonte: revista Forbes

Crescimento do setor de luxo nos BRICS

As vendas nos Estados Unidos foram fortes no primeiro trimestre e indicam que o mercado de luxo deve crescer 8% este ano para um patamar de US$ 276 bilhões, segundo pesquisa realizada por um consultoria especializada em Milão. Mas o crescimento mais rápido está vindo mesmo dos mercados emergentes, como Rússia, Brasil, Oriente Médio e, claro, China. A expectativa é que o Brasil tenha um crescimento de até 15% em 2011.

O crescimento contínuo da China e dos demais mercados em desenvolvimento está transformando o mercado de luxo.

Após um tombo de US$ 25,3 bilhões entre 2008 e 2009, o ano passado fechou com um aumento de 14% nas vendas, elevando o total para US$ 256,6 bilhões – batendo o recorde anterior de US$ 253,7 bilhões em 2007. O consumo continuará fortalecido, atingindo entre US$ 318 bilhões e US$ 329 bilhões em três anos.

As vendas para Estados Unidos e Canadá crescerão 8% no ano para US$ 77,5 bilhões. A China terá um crescimento de 25% ano sobre ano, colocando a região conhecida como Grande China (que inclui Hong Kong, Macau e Taiwan) em uma posição forte para ultrapassar as vendas no Japão pela primeira vez.

O crescimento na Europa vai alcançar 7% em 2011. Já o Japão deve registrar um declínio de 5%, devido ao impacto do terremoto e do tsunami do dia 11 de março. A boa notícia é que a Bain estima que as vendas do mercado de luxo japonês se estabilizem a partir de julho, com o consumo se fortalecendo bastante até o final do ano. Muitas marcas registraram a retomada para os níveis esperados duas semanas após o desastre, quando as lojas de Tóquio reabriram as portas – com pouco ou quase nenhum impacto em grandes cidades como Osaka.

O crescimento nos mercados emergentes permanecerá como o ponto principal na estratégia das empresas de luxo pelos próximos dois ou três anos. Mudanças no estilo de vida ajudaram a retomada no consumo na Rússia, projetado para 5% a 10%. A abertura de novas lojas vai aquecer as vendas entre 10% a 12% no Oriente Médio. O Brasil receberá investimentos pesados por parte das marcas internacionais, o que vai impor um crescimento de 10% a 15%, na estimativa da Bain.

Os consumidores de países emergentes são aqueles que trarão os maiores desafios para o mercado. Enquanto nos ajustamos à maturidade dos mercados americano e europeu, os consumidores em países como China são mais exigentes e sofisticados em suas preferências por produtos de luxo.