Coaching

“Skill Gap” – Se prepare para as novas habilidades requeridas pelo mercado.

“Skill Gap” – Se prepare para as novas habilidades requeridas pelo mercado.

Interessante ler e ver em vários meios de comunicação uma tentativa de euforia por uma queda de redução da taxa de desemprego  brasileira . O recuo de 13,6% para 12,8% realmente é algo a ser celebrando. Porém, não devemos olhar para este indicador de maneira míope.  Claudio Garcia no seu, por sinal ,ótimo artigo publicado no Valor Econômico em 05 de outubro  de 2017 intitulado “ O risco de se tornar uma nação de alto desemprego”,  nos alerta que, enquanto estamos celebrando a queda da taxa de desemprego brasileira, ainda nos encontramos em um ambiente com muitas incertezas (principalmente políticas), segundo o jornalista, ainda é cedo para garantir que a reversão é definitiva mas, supondo que sim, o Brasil deve olhar com atenção o desafio que ainda encontrará em relação a trabalho e emprego.

Ele nos convida a olhar para o processo de recuperação de vários países da recessão iniciada em 2008. Os EUA, segundo o autor, por exemplo, apesar de terem recuperado sua taxa de desemprego para patamares pré-crise (em torno de 4,5%) , ainda lida com a difícil realidade a cerca de 9 milhões de pessoas, que resolveram sair do mercado de trabalho e que não são capturadas pelo índice. Além disso, grande parte das posições que foram criadas, são de meio período ou baixa renda.

A causa mais associada a este contexto, continua o artigo,  está relacionada às novas tecnologias, como inteligência artificial, robótica entre outras, que, muitos sugerem , irão eliminar posições no mercado de trabalho, como relata estudo da Universidade de Oxford, realizado em 2013 que previa que 45% das profissões atuais sumiriam nos 15 anos seguintes.

Segundo o artigo de Claudio Garcia, as evidencias sugerem, no entanto, que novas tecnologias  têm, ao contrário, aberto tanto ou mais posições do que as que elas eliminam, mas demandando habilidades com oferta restrita no mercado, o que cria outro termo: o “skill gap” ou ausências de pessoas com habilidades requeridas pelo mercado.

Empresas, por um lado, culpam universidades e um ensino médio disfuncional que não preparam as pessoas para um mercado de trabalho em transformação, mas por outro lado, Peter Cappelli ², professor da Wharton Business School, sugere que empresas são também vítimas das suas próprias práticas, já que cada vez mais transferem a responsabilidade de adquirir habilidades para o processo de recrutamento e para os empregados, enquanto reduzem iniciativas de treinamento e desenvolvimento. Ou seja, querem pessoas prontas. Na recessão esses investimentos despencam ainda mais e dificultam encontrar essas novas habilidades quando a economia volta a crescer.

O autor conclui que se a retomada da economia se confirmar, governo, entidades de ensino e empresários precisam repensar como preparar nossa população para o que muitos chamam da Quarta Revolução Industrial. Governos devem focar em estímulos fiscais para investimentos em tecnologia produtiva e capacitação, em vez de proteger indústrias e segmentos não competitivos. Além disso, limitar (mas não eliminar) a especulação financeira. Currículos escolares devem ser reinventados, abandonando um modelo industrial ultrapassado que limita as capacidades dos estudantes. E empresários devem olhar para suas práticas além dos seus balanços e demonstrativos.

Este artigo nos remete imediatamente, aos estudantes que estão na fase de ingresso na universidade ou mercado de trabalho e na busca da primeira colocação. Como agir, que direção tomar mediante tantas alterações e mutações do mercado de trabalho?

Você que se encontra nesta situação, pare e reflita, não se prenda a modelos pré-estabelecidos, conceitos firmados em modelos já ultrapassado, analise, você está em um momento ímpar, não há mudanças e realinhamentos a fazer na sua trajetória que não podem ser feitas ou desfeitas. Visualize seu futuro, seja sincero consigo mesmo, resgate na memória o momento em que decidiu seguir  o que hoje está definido.

Volte naquele momento e o analise, se transfira para lá, repense com a visão do presente e do futuro que você tem hoje.

Saiba que existem técnicas e processos validados cientificamente, que podem ratificar ou retificar sua decisão. Não despreze este momento, se estiver em dúvidas procure apoio, um parente, um amigo, um profissional.

O processo de coaching fará você analisar, em conjunto com um profissional, muitas variáveis, muitos pontos da sua futura vida profissional. Tome a direção de sua carreira logo no início. Visite arbache.com/mentoring

 

(¹)Garcia, Claudio (2017) – O risco de se tornar uma nação de alto desemprego, Jornal Valor Econômico – Coluna Carreira  , valor.com.br, 05/10/2017.

(²)Cappelli, Peter (2012) ,If There’s a Skills Gap, Blame It on the Employer , The New York Times, Today´s Paper, 03/08/2012.

Luiz Manoel Chiara

Luiz Manoel Chiara é consultor, Auditor da Qualidade, Coach e Mentor possui 35 anos de experiência nas áreas de Qualidade , Comercial , Marketing, Gestão Empresarial, Governança em Empresas Familiares, Sucessões empresarias. Mestrando em Direção Estratégica de Empresas Familiares pela Universidad Europea – Espanha. Perito Judicial. Foco nas áreas de Desenvolvimento Humano, Planejamento de Carreiras ,Planejamento Estratégico e Negociação Empresarial. Atuação nos segmentos: Naval, Petróleo, Engenharia Biomédica, Hospitalar e Indústria automobilística.

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