Coaching

Satisfação No Trabalho: o Que a Geração Y Quer?

satisfação

 

Por Ana Paula Arbache

Um dos grandes nós quando tratamos de captação e retenção de talentos, particularmente daqueles que encontram-se nas faixas etárias da chamada “geração Y”, é garantir a atratividade do cargo, por meio da satisfação em exercê-lo, como também do contexto da empresa na qual está, ou estará atuando.

Satisfação é um conceito subjetivo, dependendo do sujeito, pode ganhar diferentes visões e, partir de então, ter um parâmetro próprio, o qual irá definir maior ou menor satisfação em algo.

Se estivéssemos tratando com geração de profissionais X e BB, poderíamos até afirmar que a satisfação está diretamente ligada, a recompensa financeira que o cargo lhe oferece. No entanto, este parâmetro está sendo fragilizado, quando tratamos da geração Y – os mais jovens tem uma multiplicidade de indicadores que podem construir o “conceito de satisfação”.

Não somente o retorno financeiro está presente nesta multiplicidade, mas outros indicadores como qualidade de vida, possibilidade de crescimento na carreira, projetos desafiadores e inovadores, uma jornada flexível, possibilidade de trabalho em home office e, dependo do setor que estará atuando, capacidade de construção de uma carreira internacional. Este dado é verificado nas devolutivas dos processos de seleção de trainees, em grandes empresas.

Vale ressaltar que esta não é uma reflexão homogeneizada, mas é um retrato da maioria dos mais jovens e de  seus olhares para o mercado de trabalho.

Em recente pesquisa realizada no final de julho do corrente, um levantamento foi focado no seguinte tema: os brasileiros estão satisfeitos no mercado de trabalho? A partir dos dados coletados foi possível interpretar alguns pontos que trazem informações relevantes para o ambiente de captação e retenção de talentos.

A coleta dos dados abrangeu 600 respondentes e a companhia Norte-americana, tratou os dados e revelou o seguinte:

75% dos profissionais brasileiros não se sentem suficientemente recompensados pelos seus salários;

36% destes profissionais querem mudar de emprego nos próximos seis meses. Este número sobe para 49% quando tratamos dos mais jovens; (Folha de São Paulo – Suplemento Carreira).

Os respondentes acima de 25 anos, estão mais desgostosos com os salários;

A pesquisa ainda trouxe indicativos de que as empresas precisam estar atentas a esta realidade. A nova geração quer crescimento rápido e quer maior atenção dos empregadores quando a este item. Outro dado interessante ressaltado pelos analistas das pesquisas – é preciso saber negociar e motivar os jovens entrantes no mercado de trabalho. Cabe a liderança desenvolver um novo modo de trabalhar com sua equipe. Para as empresas a recomendação que fica é a seguinte: realizar pesquisas periódicas para “medir a temperatura” da equipe e poder fazer as ações necessárias para garantir a retenção dos talentos. Para os analistas é preciso “sentir o pulso” da equipe e ser pró-ativo.