Empreendedorismo e Inovação Gestão de Projetos

Risco Nem Sempre É Negativo…

Nos eventos dos quais tenho participado, nas palestras que tenho ministrado, sempre quando se pergunta sobre riscos à resposta tem sido a mesma: “coisa ruim”, “problema”, “algo que não vai dar certo”. Gravamos apenas parte do conceito de risco, para o PMBOK (2008, p. 273), risco “é um evento ou uma condição incerta que, se ocorrer, tem um efeito em pelo menos um objetivo do projeto”. O PRINCE2 apresenta o risco como sendo uma ameaça ou oportunidade, ou seja, o risco pode impactar negativamente ou positivamente.

Este é um tema amplamente discutido, desejado, porém, pouco utilizado, de acordo a pesquisa PMSURVEI (2012), realizada pelo PMI, apenas 30% das organizações apresentam tratamento formal de riscos e mais de 50% dos projetos apresentaram problemas relacionados a riscos não relacionados corretamente.

Sendo o risco um evento futuro, como então podemos prevê-lo? Prever o futuro é difícil, por isto, algumas ferramentas são utilizadas para tentar minimizar as ameaças e potencializar as oportunidades. O PMBOK (2012, p. 292) apresenta a matriz de probabilidade e impacto.

Após analisar a probabilidade de ocorrer e o impacto do risco no projeto, é preciso analisar as respostas aos riscos. O PMBOK (2008) apresenta estratégias para os riscos negativos ou ameaças, são elas: Eliminar, isto é, excluir a ameaça, alterando o projeto para que aquele risco não apareça; Transferir a responsabilidade do risco para terceiros; Mitigar, ou seja, reduzir a probabilidade e\ou impacto para os limites aceitáveis; Aceitar, passivamente ou ativamente. Passivamente, quando o risco ocorrer ele será resolvido, e ativamente, fazer reservas para lidar com as consequências.

Para as oportunidades, as estratégias são: Explorar, realizar ações que “garantam” que o risco aconteça; Compartilhar com terceiro, que detenha mais condições de trazer a oportunidade para o projeto; Melhorar, aumentar a probabilidade para que o evento aconteça e; Aceitar, esperar que aconteça.

Elaborar um plano de risco bem feito e dar a ele a devida importância, a aplicação necessária, pode reduzir os “problemas” e aumentar o sucesso do seu projeto. Lembrando o ditado popular, “é melhor prevenir que remediar”.