Coaching

RH Estratégico

estratégico

Conforme citamos no artigo passado, os benefícios da implantação do RH estratégico nas organizações são muitos e o retorno, imediato. Mas então, o que impede seu pleno funcionamento?

Existem alguns fatores que são fundamentais para o sucesso ou não da prática. Citaremos dois deles:

  • Gestores de RH despreparados:

Qual o principal critério que leva um profissional a escolher a área de Gestão de Pessoas para trabalhar? A grande maioria opta pela área, justamente por gostar das pessoas e possuírem de forma inata o interesseem ajudar. Essecomportamento é saudável, mas não podemos esquecer que o RH deve focar no equilíbrio entre as pessoas e a organização. Deve se distanciar do assistencialismo e promover o desenvolvimento Humano e Organizacional.

Juntamente com essa característica, soma-se a formação. Nessa área temos muitos psicólogos, e nas faculdades de psicologia, não existem cursos de excelência em negócios corporativos, portanto, o estudo tem que ser complementado com uma pós-graduação. Hoje, com o advento dos cursos de MBA específicos para a Gestão de Pessoas, essa realidade está mudando e ajudando muito na formação desses gestores.

Profissionais mais preparados competem de igual para igual com os seus pares na empresa, conseguem trabalhar em projetos com mais retorno para a empresa e colaboradores. E através de seu trabalho, conquistam a confiança dos dirigentes para a prática estratégica.

  •  Resistência na Alta Administração:

Da mesma forma que existem gestores despreparados, temos Diretores e Fundadores de empresas que ainda não se deram conta da necessidade de se modernizar as práticas de RH.

Nos piores cenários, esses dirigentes não possuem informações sobre as novas práticas de RH, e a empresa é gerida com as mesmas ações do início do século passado. Eles não têm o conhecimento e também não pretende tê-lo. Os malefícios desse comportamento trazem sérias conseqüências para a organização, que perdem rentabilidade com absenteísmo, baixa produtividade, afastamentos, problemas de relacionamentos etc.

Em alguns casos os dirigentes estão informados sobre o RH estratégico, da importância de se colocar o colaborador em primeiro lugar, mas ficam presos a antigas crenças e comportamentos. Acham que está indo tão bem desse jeito, que time que está ganhando não se mexe e preferem deixar tudo como está. Além do fato de não ter que ficar com o RH “batendo em sua porta a todo momento”.

O preparo da alta administração também é essencial para o funcionamento estratégico do RH.

Para fecharmos essa reflexão, gostaria de enfatizar a necessidade da parceria do RH com a alta administração. É através dela que as idéias irão se convergir, a confiança mútua se fortalecer e os objetivos compartilhados.

Bom, temos um longo caminho pela frente, pois essa evolução deixou de ser diferencial para ser obrigatória!