Coaching

O Profissional Deve Planejar a Sua Trilha de Carreira Tornando-a Adequada Ao Seu Tempo

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É preciso ter atitude para se diferenciar do padrão, e a primeira delas é saber bem qual a trilha de carreira se quer seguir e quais as atitudes que esta demanda para se concretizar. Sem esta atitude, o resto é perda de tempo!

Muitos jovens profissionais caminham pela trilha de suas carreiras sem ter a noção do quanto podem ser ativos na consolidação de uma carreira que possa lhes trazer tanto sucesso profissional, como satisfação pessoal. Em muitos casos, vejo-os muito jovens, pois grande parte deles chegam aos cursos de MBA e Pós-graduação Latu Sensu ainda pouco amadurecidos emocionalmente, mas com um currículo robusto para a idade que têm.

Conversando com algumas psicólogas que trabalham focadas na seleção de jovens profissionais para o mercado, elas disseram:
-“Em alguns programas de seleção temos o mesmo padrão: jovens que estiveram em boas escolas de graduação e mesmo pós-graduação, viagens interculturais, trabalhos voluntários em países emergentes, mochileiros que transitaram pelo mundo trabalhando como garçons, babás, entre outras profissões e, que, com ainda pouca idade, são inseridos no mercado de trabalho. Em muitas dessas seleções, o quadro é padrão entre os candidatos, e o que acaba diferenciando-os é a Atitude”.

Não se trata apenas de observar atitudes comuns à faixa etária e ao capital cultural e intelectual dos candidatos, mas a atitude frente ao desafio, ao conflito, ao sentido de urgência e é nesse ponto que a diferença entre estes candidatos se apresenta.

Talvez a reflexão que deva ser realizada vá em direção à concepção de tempo; devendo este ser considerado por diferentes aspectos.

O tempo para os jovens profissionais, que com toda a rapidez do mundo contemporâneo, passa por eles sem que tenham “tempo” para amadurecere refletir a respeito de  suas posturas no ambiente do qual fazem parte.

Há o tempo das empresas, cuja urgência e  desafio se instala cotidianamente, a necessidade de respostas efetivas, inovadoras e comprometidas com o resultado e que devem prevalecer a toda prova,  não podendo esperar pelo tempo de  jovens indecisos, sem atitudes e com baixo nível de maturidade emocional.

Entre estes dois tempos, ainda há um Brasil que está emergindo de uma crise social e econômica e chama a atenção do mundo dos negócios como um gigante promissor, por isso, precisa correr “contra o tempo” para abastecer de novas possibilidades tanto o mercado interno, quanto externo. O tempo do Brasil, como um país emergente, precisa de empresas e profissionais “acima de seu tempo” capazes de responder ao chamado da prosperidade, com competência, alta performance  e maturidade profissional.

Diante do trocadilho acima, o tempo ganha versões diversas e solicita diferentes posturas. Caprichoso como é, o tempo nos desafia a não só vivenciá-lo, mas corresponder aos seus caprichos! Os jovens profissionais ainda não se deram conta de que podem gerenciar este tempo, fazendo um alinhamento de carreira que coadune tanto com os requisitos do tempo do mercado, quanto do tempo de suas vidas!

Ao profissional, não cabe apenas rechear o curriculum com uma série de boas referências acadêmicas e de experiências transculturais, mas tornar adequada a sua trilha de carreira ao seu tempo de vida, ao tempo das empresas e ao seu arcabouço emocional. As suas carreiras podem ser estrategicamente planejadas para seguir as diferentes facetas do tempo, sem contudo deixá-lo frágil perante situações as quais não está amadurecido para vivenciar!

Voltando às argumentações das psicólogas citadas, é preciso ter atitude para se diferenciar do padrão, e a primeira delas é saber bem qual a trilha de carreira se quer seguir e quais as atitudes que esta demanda para se concretizar.Sem esta atitude, o resto é perda de tempo!

Ana Paula Arbache

Ana Paula Arbache

Pós-doutora em Educação pela PUC/SP. Doutora em Educação pela PUC-SP. Mestre em Educação pela UFRJ. Certificada pelo Massachusetts Institute of Technology/MIT- Challenges of Leadership in Teams (2015), Leading Innovative Teams (2018). Docente dos cursos de MBA e Pós MBA da Fundação Getúlio Vargas. Orientadora e avaliadora de trabalhos de pós-graduação. Sócia Diretora da Arbache Innovtions, responsável pelas ações de Gestão de Pessoas, Liderança, Governança Corporativa, Sustentabilidade Ética, Social e Ambiental e Elaboração e Aplicação Jogos de Negócios. Pesquisadora e autora das obras: A Educação de Jovens e Adultos Numa Perspectiva Multicultural Crítica (2001), Projetos Sustentáveis Estudos e Práticas Brasileiras (2010), Projetos Sustentáveis: Estudos e Práticas Brasileiras II (2011), Sustentabilidade Empresarial no Brasil: Cenários e Projetos (2012), A crise e o impacto na carreira (2015), O RH Transformando a Gestão – Org. (2018). Certificação em Coaching e Mentoring de Carreira para Executivos. Mentora do Capítulo PMI/SP. Curadora e Colunista do blog arbache.com/blog e Página Mundo Melhor de Empoderamento Feminino Arbache innovations. Fundadora do Coletivo HubMulheres. Palestrante em encontros nacionais e internacionais.

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