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Mudar para evitar riscos

Todos os profissionais e organizações enfrentam riscos diariamente em seus projetos, sejam eles grandes ou pequenos, de alto ou baixo impacto. Em projetos complexos, os riscos são maiores e exigem capacidade de adaptação para enfrentá-los.

Quando estamos desenvolvendo um projeto, independentemente de sua complexidade, é preciso gerenciá-lo com inteligência, desde sua concepção, até a entrega final e a análise de resultados. Porém, cada vez mais, as novas tecnologias e realidades do mercado exigem uma soft skill importantíssima dos profissionais.

Você pode gerenciar processos como ninguém, dominar os conhecimentos necessários para realização de atividades e até mesmo otimizar o consumo de recursos como tempo e dinheiro. Mas, no mundo do trabalho contemporâneo, se você dominar tudo isso, mas não tiver adaptabilidade e abertura às mudanças, você certamente estará correndo riscos.

Adaptabilidade nos projetos

Riscos são elementos incertos capazes de impactar negativamente e modificar as entregas, os prazos e a qualidade de um projeto positiva ou negativamente. Assim, eles podem ser responsáveis por atrapalhar a execução, ao mesmo tempo em que podem trazer oportunidades para a equipe entregar melhores resultados.

Por isso, mais do que a simples preocupação com as ameaças que estão sobre o projeto, o gerenciamento de riscos é uma maneira de conhecer, administrar e preparar os envolvidos para todas as situações.

Testar entregas é fundamental para a redução de riscos

As fontes de risco estão ligadas a diversos fatores externos e internos relacionados ao gerenciamento de projetos. Por isso, em ambientes extremamente incertos e complexos, é muito importante que ocorra a testagem das entregas para que o risco de falha diminua.

Quanto mais a equipe fizer entregas pequenas e funcionais, que entreguem valor ao cliente e permitam a análise dos resultados, mais o time estará alinhado às necessidades atualizadas de seus clientes e stakeholders.

Estão ligados aos fatores externos: situações que não foram previstas, desastres naturais e outros efeitos colaterais da produção. No campo dos fatores previsíveis, é preciso atentar-se a problemas operacionais e sociais, interferências de comunicação e riscos financeiros. Além disso, uma boa gestão de riscos acompanha a evolução da tecnologia e de riscos legais que envolvem a execução correta da legislação de trabalho ou das condições de todos os envolvidos no projeto.

Há também fatores internos, como o excesso de projetos sendo desenvolvidos ao mesmo tempo e um cronograma mal elaborado que impeça a execução das demandas. Mas, acima de tudo, o maior perigo em projetos complexos é a falta de um acompanhamento adequado das demandas do cliente.

A sua priorização de atividades estará incorreta se você seguir um planejamento rígido do início ao fim de longos projetos, sem entender as mudanças que ocorrem ao seu redor e com seus stakeholders.

A importância do planejamento associado ao projeto ágil

No Agile não existe uma gestão de risco formal. Devido ao fato de o projeto ser novo, ou seja, ainda não ter sido implementado por ninguém, não há uma percepção do que pode vir a dar certo ou errado. A gestão de risco é feita com entregas rápidas, ao fim de cada sprint, garantindo que o stakeholder possa avaliar o que foi feito e dizer se era aquilo que ele queria.

Quanto maior for a interação com o stakeholder, mais visibilidade haverá a respeito do projeto, o que maximiza o valor a ser entregue. Portanto, quanto menor for a sprint, considerando o prazo de uma a quatro semanas, maior será a interação ao longo do projeto. Essas interações constantes melhoram a assertividade do valor a ser entregue e gerenciam os riscos em um projeto ágil.

Melhoria contínua

Uma vez que for estabelecida a interatividade e a frequência de feedback com o cliente, os desenvolvedores devem dar continuidade ao que está sendo feito. Caso o projeto não receba nenhuma sugestão de melhoria, ele poderá seguir em frente, mantendo a forma como foi concebido inicialmente.

Porém ele também pode se adaptar a uma necessidade percebida pelo stakeholder que anteriormente não parecia clara e foi notada ao avaliar esse incremento funcional. Dessa forma, o cliente enxerga o que ele sugeriu inicialmente e percebe se isso de fato faz sentido e se adequa às necessidades dos stakeholders.

Como o ciclo entre o início de uma sprint e o final dela é curto, as mudanças tendem a ser pequenas e com baixo impacto. Isso facilita muito a adaptação, implicando em baixo impacto de custos e de cronograma.

Um projeto pode ser totalmente encerrado, antes que acabe, caso seja percebido que o mercado mudou ou que o projeto não faz sentido. Por se tratar de algo novo, como dito anteriormente, essa é uma possibilidade que não pode ser descartada.

Ciclos curtos de produção levam a melhoria na forma de condução do projeto

Um projeto que busca inovar necessita de muita interação e diversos incrementos, que são elementos essenciais para testar as hipóteses de solução do problema que está sendo abordado. Os incrementos são as entregas ao fim dos ciclos (sprints), o que permite que o stakeholder teste ao máximo as ideias.

Mas para isso, esse incremento precisa ser testável, ou seja, precisa ser algo que possa estar minimamente implementado e funcional. Só dessa forma o cliente e os stakeholders poderão entender sua real funcionalidade e avaliar o valor entregue.