Cotidiano

E Daí Que o Presidente Veio Hoje?

dia presidente

Aprender, aprender e aprender… essa deveria ser a palavra de ordem sempre!

Esta semana fui à uma loja que, além dos produtos e serviços costumeiros, (que eu consumo há anos) inaugurou um centro para outras soluções, e como curiosa e consumidora que sou, resolvi conhecer esses serviços no dia da inauguração ao público, conforme e-mails que recebi da loja e farta divulgação publicitária que li nos jornais locais.

Para minha surpresa, a inauguração para o Presidente e seu alto escalão, acontecia na loja desde às 8h da manhã, e com a abertura da loja às 9h, acabou se misturando as pessoas que ali já estavam, com o público consumidor que adentrava à loja. Ao entrarmos na loja, impecável como nunca havia presenciado (mas até compreensível) me fez pensar: “se conseguiram deixá-la assim hoje, por que no dia a dia (sem a presença do Presidente) não é assim que a loja funciona? Mas o curioso está por vir: ao olhar para os funcionários uniformizados, eles estavam impecáveis também, mas revestidos de uma tensa capa de “não posso errar”, de artificialidade no sorriso, de rigidez nos ombros, e de tensão visível nos olhares (e entre olhares). Era como se tivessem recebido diversas orientações e precauções para serem atentos, irrepreensíveis e disponíveis, o que (sem querer) causou impressão oposto, já que suas condutas ficaram rígidas demais porque queriam de fato impressionar.

O sensacional para se ver, são funcionários que agem natural e espontaneamente, todos os dias, porque estão felizes de participarem e contribuírem com àquela empresa, e não somente porque o presidente veio trabalhar.

Aliás, quando o funcionário ou colaborador sabe que sua atuação (somada com os demais) é que faz a diferença; que seu trabalho é fruto e parte das conquistas do todo, é fácil ter orgulho daonde se está, independente de quem esteja nos vendo.

Grosso modo, as pessoas têm receio de criticar, pois acreditam que se forem mal interpretadas, poderão gerar conflitos que podem desembocar em sua demissão, por isso, geralmente, vão na cartilha do “by the book” e pronto. Fim do expediente.

Eu não acredito na falta de criatividade das pessoas. Eu acredito em pessoas amarradas a conceitos velhos, com excesso de regras, relaxadas no conforto do não pensar. Essas mesmas pessoas têm força ao despejar nas redes sociais seus pensamentos e crenças, mas se recusam a contribuir com suas ideias (muitas vezes essenciais a uma propulsão maior no êxito da empresa em que trabalha) justamente porque não se sentem confortáveis (nem é da cultura da empresa que trabalham) permitir-se esse tipo de “ousadia”.

Por isso costumo dizer: empresas inteligentes tiram proveito da sua maior riqueza: que são seus funcionários e colaboradores. Todo santo dia tem uma história a ser repartida, uma colocação a ser feita, um ponto a somar, e não somente no dia em que o presidente veio visitar sua unidade ou seu departamento.

Bobagem tomar as palavras (mais ácidas) como algo pessoal ou destruidor. As palavras não têm opiniões. As palavras simplesmente retratam situações, ou sentimentos, ou acontecimentos vivenciados e repartidos. Não é preciso novas ferramentas, mais consultorias ou estatísticas. Plano de ação + gente compentente = resultado mais que esperado. Parar de se defender quando alguém vier criticar já me parece um excelente começo.

Ops, e não espere o Presidente te visitar para entregar à sua empresa o melhor que já existe dentro de si. Isso parece cena daquelas pessoas “de antigamente”, que só usam a melhor louça da casa quando visitas ilustres aparecem em suas casas. Opa opa opa, a pessoa mais ilustre da sua casa é você mesmo! Então, vamos “tirar a louça nova do armário” e fazer a diferença com o que já temos em nós, para nós!

Não espere a visita de ninguém para fazer uso do melhor que há para se oferecer. A vida é breve para acharmos que temos este poder de saber até quando poderemos fazer uso dessa “louça”. Um dia, a vida se vai, e a “louça” ficou na caixa, com nenhuma serventia.

Deixe o “copo de requeijão” para o requeijão, e “vambora” abusar do nosso melhor. Essa é a nossa sagrada responsabilidade humana: sermos o melhor que pudermos ser!

Lindo final de semana,

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Ana Luiza Alves Lima

Nascida em Santos, São Paulo, Brasil. Advogada e Consultora na Gestão de Pessoas em São Paulo – SP, Brasil. Formação: Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Santos (UniSantos-SP); Pós-graduado em Gestão de Seguros (Fundação Getúlio Vargas – FGV-SP); Consultora do Serviço Nacional do Comércio (SENAC para cursos livres e de pós graduação) e Administração de Recursos Humanos, pelo SENAC/SP. Membro da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção de São Paulo e da Associação dos Advogados de São Paulo.

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