Carreira MIT

Depoimento Sobre a Experiência MIT

Tudo começou no dia 06/07/2013 na aula de Sistemas Integrados de Gestão e Negócios Eletrônicos do meu MBA em Logística & Supply Chain Management. Naquele dia, conheci o Prof. Fernando Arbache, responsável pela disciplina. Ali o sonho começou… Em algum momento da aula o Prof. Arbache comentou sobre um curso de curta duração no MIT, o que de imediato chamou a atenção da turma, e comigo não foi diferente. MIT?!

Logo que cheguei em casa, comentei com minha esposa e filhos sobre a possibilidade, e todos acharam incrível. Porém, tratei de deixar claro que ainda haveria todo um processo de inscrição, análise de currículo e seleção. O fato é que fiquei realmente empolgado com a possibilidade! Assim, ao longo dos meses fui mantendo contato com o Prof. Arbache para ir acompanhando a evolução do assunto.

Em Janeiro de 2014, finalmente veio a confirmação de aprovação! Acho que desde o vestibular, 25 anos antes, não passava por uma sensação como aquela. Eu, no MIT, a melhor universidade do mundo? Um local que já gerou mais de 70 Prêmios Nobel? A ficha demorou a cair. Mas caiu, avisei minha família e amigos e foi uma grande comemoração. Tudo correu muito bem na preparação para a viagem. E por fim, chegou o grande dia: com os votos de sucesso e boa sorte de familiares e amigos parti para Boston.

Em Boston, fiquei em um Hotel junto à Ponte Longfellow, sobre o Rio Charles, que divide Boston de Cambridge. Ao longo do curso, fiz sempre o deslocamento a pé para o MIT, no qual não levava mais que 20 minutos. A caminhada matutina era muito agradável, pois o entorno é simplesmente belíssimo, muitas pessoas circulando de bicicleta e a pé, o Charles River, os prédios, etc. Ao final dos trabalhos não era diferente, mesmo às 21 h, a sensação de segurança era total e o cenário, atualizado com as características noturnas, mantinha o padrão de beleza.

De fato, participei do: “Technology, Organizations, and Innovation – Putting ideas to work” que ocorreu de 23 a 26 de junho/14. O MIT chama atenção pela grandiosidade e qualidade de suas instalações. Portanto, antes de iniciar as atividades já é nítido que o ambiente no qual tudo ocorre, é mais que adequado para que todas as necessidades sejam atendidas. Mas, não só de infraestrutura se faz um curso, é preciso ter uma organização de alto nível e, principalmente, material humano para fazer tudo acontecer. A mistura então estava perfeita, pois o nível dos professores do nosso curso era realmente diferenciado. Eram profissionais reconhecidos em todo o mundo como exemplos em suas áreas de atuação, com larga experiência acadêmica (maioria absoluta de Ph.D.) e também corporativa (vários CEOs), o que é um diferencial importantíssimo. É claro que o nível dos alunos também influencia diretamente na qualidade do evento, e a partir de suas intervenções e perguntas inteligentes. Na nossa turma, composta por 30 alunos de 9 países, foi exatamente isso que ocorreu… As aulas passaram “voando” e no final sempre ficava aquele gostinho de “quero mais”.

Por fim, aconteceu algo inusitado para mim. No penúltimo dia de aulas, o Prof. Sanford Weiner – Diretor do Curso – me chamou no canto da sala e disse:

– Você gostaria de apresentar seu material de Pré-curso para toda a turma amanhã? É que gostei muito do conteúdo e acredito que contribuirá de forma importante para as discussões finais.

Confesso que, surpreso com a pergunta, não titubeei:

– Sim! Será um prazer!

E assim ocorreu no dia 26/6. Estavam lá:

  • Peter Skrbek, Bend/Oregon – USA e
  • Tibério Pereira, Crato/Ceará – Brasil.

A Apresentação do Peter foi sobre a indústria cervejeira. Muito bacana!

A minha, que durou 45 minutos, foi sobre Inovação para Produtividade em Logística de Combustíveis. Foi um grande sucesso, pois gerou várias perguntas e o debate necessário para reforçar a importância do tema do curso.

Além de tudo, não posso deixar de mencionar algo de grande relevância: fazer novos amigos e ampliar o networking. E isso foi sensacional, pois tive a oportunidade de interagir e conhecer a visão de pessoas de vários países como: EUA, Canadá, Peru, México, Suíça, Holanda, Austrália e Vietnam.

O curso superou minhas expectativas, e espero em breve poder estar lá novamente participando de novos.

O mais importante que vejo desta iniciativa é perceber que posso fazer muito aqui no Brasil. Tenho que incentivar meus filhos, meus irmãos, parentes, amigos e colegas a fazerem algo semelhante. Outras pessoas precisam perceber o valor de investir alguns “milhares de dólares” para conhecer o estado da arte, da tecnologia e da boa prática acadêmica e corporativa. Não tenho dúvidas que o retorno sobre este investimento ocorrerá, de diversas formas, e muito rapidamente. Há muito de organização, planejamento, capacidade técnica, mas principalmente, de atitude em instituições como o MIT. Lá temos a nítida sensação que não há nenhum isolamento entre academia e corporação, e isso é chave para o sucesso. Precisamos ter algo semelhante no Brasil, diminuir a burocracia, a papelada, as ineficiências, e promover cada vez mais a ideia de que a Academia precisa estar próxima das empresas, e vice versa. Não tem saída!

Por fim, não posso deixar de registrar meu muito obrigado ao Prof. Fernando Arbache pelo apoio, mas principalmente, por ter aberto esta “janela” de possibilidades e oportunidades. Antes de conhecê-lo, estar no MIT era algo que jamais imaginei na vida. Ter estado lá fez a diferença para mim a cada dia!

Tiberio Pereira

Aluno do curso da MIT Technology, Organizations, and Innovation – Putting ideas to work que ocorreu em junho/14.

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