Liderança

Como ser um bom líder em momentos de dificuldade social?

como ser um bom líder

Períodos de crise, como esse que estamos vivendo com a pandemia de coronavírus, nos colocam a frente de uma série de problemáticas quanto a administração de empresas. Uma delas diz respeito ao papel da liderança neste cenário. Afinal, como ser um bom líder em momentos de dificuldade social? 

Em meio a tantas incertezas e a um mercado econômico tão instável, o papel do líder torna-se ainda mais imprescindível para que as empresas sejam capazes de superar as adversidades do momento. 

A liderança deve ser capaz de manter toda a equipe motivada e empenhada com os objetivos do negócio. É preciso inspirar pessoas, ser exemplo e saber direcionar os esforços da melhor maneira possível. 

Mas como fazer isso? Levantamos algumas considerações no texto a seguir que podem ajudá-lo a entender como ser um bom líder durante a crise. Confira! 

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O papel da liderança nas empresas

O líder é a figura central para o alcance dos objetivos de qualquer organização. Este deve ser capaz de direcionar os esforços da equipe de forma estratégica em prol dos objetivos do negócio. 

Essa importante característica pode ser entendida como uma influência interpessoal, na qual uma pessoa age no sentido de modificar ou provocar o comportamento de uma ou mais pessoas de maneira intencional, exercida em uma dada situação e dirigida pelo processo de comunicação humana para consecução de um ou mais objetivos específicos (CHIAVENATO, 2005).

O papel da liderança requer, na maior parte do tempo, domínio de habilidades e competências comportamentais que o permitam lidar com pessoas diferentes. Um bom líder sabe como desafiar sua equipe, assim como tirar proveito do que há de mulher em seu capital humano para benefício das estratégias da empresa. 

Desafios do cenário atual 

O isolamento social é a medida recomendada para conter a disseminação do coronavírus. Dessa necessidade para a saúde pública, surgiu um grande impacto, ainda sem precedentes na economia mundial. 

Muitas empresas precisaram mandar seus funcionários para trabalhar de casa, e estão vendo suas receitas despencarem em decorrência da medida preventiva. 

Neste cenário, como fica o papel do líder? Como liderar equipes à distância? Como gerenciar as ações em meio a tantas incertezas? 

É justamente em momentos de crise que o papel da liderança se faz ainda mais necessário. O domínio de determinadas habilidades, assim como a capacidade de influenciá-las em toda a equipe é o que fará a diferença para reduzir os impactos no negócio. 

Dentre as principais habilidades requeridas para superar momentos adversos estão: pensamento ágil, adaptabilidade, criatividade e inovação, inteligência emocional, etc. 

Como ser um bom líder durante a crise? 

Eric McNulty e Leonard Marcus, fundadores da Iniciativa Nacional de Preparação em Liderança da Universidade de Harvard, pesquisaram e observaram por mais de duas décadas o modo como líderes do setor privado e público reagem à situações de risco e alta pressão. 

De modo geral, a pesquisa divulgada em março de 2020, apontou que as lideranças alcançaram bons resultados quanto ao gerenciamento de processos. Entretanto, no quesito liderança, ou seja, influenciar pessoas, eles deixaram a desejar. 

Os professores elencaram então quais são as principais armadilhas que as lideranças caem durante situações de crise. São elas: 

Ter uma visão restrita 

Em momentos de risco é comum que o gestor foque em um primeiro plano imediato. Porém, durante uma crise lidamos com a imprevisibilidade. 

Portanto, é preciso ter uma visão ampla dos desafios e oportunidades que surgirão ao longo do tempo. É preciso estar atento 

Focar apenas no gerenciamento 

Não adianta ficar preso a processos preestabelecidos. O líder deve estar preparado para se adaptar às mudanças futuras, assim como orientar o restante da equipe para fazer o mesmo.

Centralizar as tarefas 

Um bom líder não deve tentar controlar tudo, mas sim ser capaz de delegar as tarefas, fazendo com que toda a equipe trabalhe em prol dos objetivos da empresa. 

Esquecer dos fatores humanos 

Este talvez seja o principal erro. Fatores como receita, custos e ações são importantes para a empresa, porém, estes são fruto dos esforços das pessoas. Sendo estas as mais afetadas pela crise. 

Portanto, a liderança deve ser empática e reconhecer a contribuição de cada um, na mesma medida em que reforça a missão e propósito da empresa. O equilíbrio é a chave para lidar com situações adversas. 

O isolamento social, a crise econômica e dos sistemas de saúde, são fatores que impactam diretamente o bem-estar das pessoas. Logo, o momento exige uma maior empatia por parte das lideranças, é preciso cuidar da sua equipe, caso queira que ela seja capaz de se manter motivada e engajada com os objetivos da empresa. 

A empatia é fundamental para a gestão e liderança de pessoas, afinal para gerenciar relacionamento é necessário saber interpretar, se adaptar e guiar as emoções dos outros. (BATISTA, 2019)

Descubra como desenvolver a empatia neste texto de Fábio Batista.

A equipe como protagonista nas estratégias 

Estamos vivendo o que chamamos de Mundo VUCA ou VICA (veloz, incerto, complexo e ambíguo). Logo, o conceito de liderança que se via há anos atrás já não faz muito sentido atualmente no mercado de trabalho. O papel de “chefia” perde lugar, na medida que o protagonismo se volta cada vez mais para o capital humano. 

Neste novo mundo volátil, demanda-se uma liderança que esteja preparada para lidar com essa dinamicidade, que seja capaz de se adaptar quando preciso. E isso significa ser capaz de conduzir sua equipe a fazer o mesmo, incentivando-os a criar, inovar e se superar para lidar com as adversidades de uma crise. 

Leia também: O líder do século XXI: Temas que o líder precisa saber.

Referências:

MARCUS, L.; MCNULTY, E. J. Are You Leading Through the Crisis … or Managing the Response? In. https://hbr.org/2020/03/are-you-leading-through-the-crisis-or-managing-the-response?ab=hero-subleft-3 Acesso em 20/05/2020

CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando com as Pessoas: transformando o executivo em um excelente gestor de pessoas. Rio de Janeiro: Campus, 2005.