Cotidiano

QUANDO O NÃO É SIM!

Quando o não é sim!

Acredito que por diversas razões a gente opta em dizer sim para os outros. Ou porque o sim é sim, ou porque aparentemente “não custa nada”, ou para agradar, evitar mais problemas, e até cansaço para discutir mais profundamente essa condição, só que o fato é que um sim mal dado, pode gerar inúmeros aborrecimentos maiores na sequência. Explico melhor: quando o sim é sim e pronto, ótimo! Mas quando o sim é arrastado por dentro da gente, na hora do retorno dessa escolha, as coisas não saem como o combinado, pois houve falha na comunicação.


O não é sim, quando já está tarde e você opta por descansar ao invés de decidir ajudar além das suas forças, aquela pessoa que deixou para última hora a realização do trabalho dela; o não é sim para você mesmo quando vocé deixa de emprestar aquela reserva acreditando que o outro (que não mensurou adequadamente) te pede os seus recursos dizendo que dia tal o devolverá e isso não acontece. Sabe aquele lance que as comissárias de bordo falam: em caso de despressurização, coloque a máscara primeiro em si, e depois ajude os outros? Pois é, isso é pra vida! Como ajudar o outro a se alimentar com fome? Como ultrapassar os seus limites pelo outro, e depois se sentir esgotado para cumprir com suas próprias obrigações?

Sejamos mais transparentes nos diálogos. Sejamos mais justos conosco… Esse texto não fala que não devemos ajudar, mas que devemos ajudar se as nossas condições para isto estejam atendidas. Descobrir uma pessoa para cobrir outra, é ainda, passar frio e não poder ajudar em outras demandas.

Termino com uma frase que li ontem e desconheço a autoria: “Um macaco viu um peixe na água e o tirou de lá pensando que estava salvando sua vida. O peixe morreu…” – Aqui a questão é inversa. Ninguém pediu sua ajuda, mas você “acha” que está fazendo o melhor pelo outro, mas de novo, não está!

Excelente semana!

Ana Luiza

Ana Luiza Alves Lima

1 Comentário

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  • Boa noite Ana Luiza, ontem li o seu texto e concordei com todo ele. Gostei tanto que compartilhei em minhas mídias sociais. Tenho um tio – Jurandir Rodrigues – (jurandir-rodrigues.blogspot.com) que é escritor e quando ele leu o texto identificou a fábula que você mencionou. Então compartilho com você: é narrada pelo escritor africano Mia Couto. Abraço e continue nos presenteando com seus textos.
    Míledi B. Marotta

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