Cotidiano

E O QUE DAR DE PRESENTE, HEM?

Parem agora com essa ideia aborrecida de achar que comprou uma garrafa de vinho, uma cesta de café da manhã, ou flores, ou um kit qualquer, ou pior ainda, um “vale presente” e ‘resolveu’ o problema de presentear seu chefe, sua secretária, seu amigo, sua sogra, ou a professora da escola que fica com seu filho por ricos e determinantes momentos e “pronto”, tá resolvido! O que fica pronto em tão pouco tempo é macarrão instantâneo!

Além da delicadeza das relações, “presentes batidos assim” só mostram a fraqueza da criatividade e o descaso e a preguiça do momento, (preguiça mesmo, não tem palavra substitutiva aqui! Isso não é “consequência da vida moderna), fora que ficou em ‘desuso’ entregar cartões no momento da tradição, (não vale, desculpem, cartões tipo “Hallmark”, prontos para qualquer ocasião em que o sujeito compra e só assina!) Estão querendo enganar quem com tanta falta de inventividade? Vocês acham mesmo que o presenteado não sente esse seu “check list” cumprido e acompanhado quase com um suspiro?

A ideia que tenho de presentear – do verdadeiro presente – é aquele que revela o próprio desejo desconhecido do presenteado, ou também, nos dizeres de uma amiga, o elo que une quem dá e quem recebe.

Curioso e interessante foi a leitura de um artigo de um professor de Economia, que perguntou a um grupo de presenteados quanto eles se disporiam a pagar para comprar os objetos que tinham acabado de receber, e as respostas alcançaram a média de 47% a menos do que os referidos presentes tinham efetivamente custado, ou seja, 47% do valor dos presentes não produzem efeito algum ao presenteado.

A seguir, veio a seguinte pergunta: por que oferecemos presentes? E apesar de parecer óbvia a resposta, ela tem caminhos sinuosos e dignos de atenção! Pode-se dar presente para “cumprir tabela”, por tradição, por razões educativas, pedagógicas, religiosas, paternalistas ou até intimidadoras… e apesar das razões serem as mais diferentes possíveis, o fato é que apesar de recebermos algumas vezes itens de “utilidade remota”, muitas das vezes somos nós mesmos quem compramos artefatos inúteis e quinquilharias que armazenamos de forma incerta em nosso próprio armário ou as entulhamos em qualquer espaço possível…portanto, o ser humano (modo geral) na arte de presentear e se presentear tem seus mistérios e próprios tropeços!!

Outro dado que me impressionou, só que em outra pesquisa de campo, foi o fato de se perguntarem às crianças (classe média e alta) qual foi o último presente que elas ganharam, e elas (quase na totalidade) pensaram pensaram, e muitas vezes não souberam responder qual foi o último presente, vez que sempre que querem algo, alguém da família dá sem qualquer cerimônia ou data que justifique este mimo, fazendo com isto, o ato de presentear um ato banal!

A importância de entender o que representa um presente enfraqueceu pela postura dos adultos de acreditarem que assim serão mais amados! Bobagem pura!!! Não serão! São valores que devemos ensinar… e são valores que os pequenos precisam aprender! Criança deve ser feliz, não consumista!

E da próxima vez que tiver que escolher um presente, fica a dica de olhar para dentro de si e se perguntar primeiro: qual foi o presente mais marcante que você mesma recebeu? Por que? E o que – na visão do presenteado – o tocaria de forma expressiva por pura atenção ao detalhe e ao que lhe importa? Asseguro que a chance de acerto é quase totalitária! Use a criatividade disponível em você e ouse! Saia do convencional e cause impacto, você perceberá que a experiência supera suas vivências passadas e aí você só vai se perguntar: por que não fiz isto antes?

E a dica final não é uma estratégia cartesiana que fará o resultado específico ser um sucesso, será o salto. Feche os olhos e dê à sua imaginação um salto! O cuidado em não fraquejar é capaz de transpor nossa mente para este lugar onde a criatividade mantem moradia! Vocês vão amar!!! Contem pra mim depois quando acharem o inesquecível! Ele está disponível pra mim, ele está disponível pra você também!

Ana Luiza

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